
A Justiça Federal em Caxias (MA) decretou a prisão preventiva de Karlison da Silva Santos, réu investigado pelo assassinato do líder quilombola Edvaldo Pereira Rocha. O crime ocorreu em 29 de abril de 2022, no povoado Bom Jesus, zona rural de São João do Sóter (MA).
A decisão, proferida pelo juiz federal Luiz Régis Bomfim Filho, atendeu a um pedido do Ministério Público Federal (MPF). O magistrado considerou presentes os requisitos legais para a medida, como o risco de reiteração criminosa, a garantia da ordem pública e a necessidade de preservar a instrução processual.
O processo, que tramita na Justiça Federal por envolver uma liderança de comunidade tradicional, encontra-se atualmente na fase de ratificação da acusação. Com isso, a instrução probatória foi retomada no feito de número 1009915-66.2025.4.01.3702.
Em sua decisão, o juiz destacou que a narrativa do MPF aponta indícios de premeditação. Conforme os autos, a vítima foi surpreendida com uso de arma de fogo enquanto aguardava transporte, em circunstâncias que teriam impossibilitado qualquer reação.
O magistrado também citou informações sobre o possível envolvimento do réu em porte ilegal de arma, o que configuraria, em tese, um risco concreto de reiteração de condutas criminosas. Outro fundamento foi a necessidade de assegurar a regular produção de provas consideradas essenciais para o esclarecimento do caso.
Com a decretação da prisão preventiva, o processo segue para a continuidade da instrução criminal, sob acompanhamento da Justiça Federal e do MPF.
O homicídio de Edvaldo Pereira Rocha, ocorrido há mais de dois anos, voltou a ter andamento após a reabertura da fase probatória. A expectativa é que as investigações e o processo judicial possam esclarecer completamente as circunstâncias do crime.
Confira a íntegra da sentença: DECISAO-1