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Réu investigado por morte de líder quilombola tem prisão decretada pela Justiça Federal em Caxias.

Prisão preventiva decretada pela Justiça Federal contra investigado pelo assassinato de um líder quilombola no Maranhão, ocorrido em 2022. A decisão visa garantir a instrução criminal e a ordem pública.

Por: Liane Castro
23/01/2026 às 12h21 Atualizada em 23/01/2026 às 12h37
Réu investigado por morte de líder quilombola tem prisão decretada pela Justiça Federal em Caxias.

A Justiça Federal em Caxias (MA) decretou a prisão preventiva de Karlison da Silva Santos, réu investigado pelo assassinato do líder quilombola Edvaldo Pereira Rocha. O crime ocorreu em 29 de abril de 2022, no povoado Bom Jesus, zona rural de São João do Sóter (MA).

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A decisão, proferida pelo juiz federal Luiz Régis Bomfim Filho, atendeu a um pedido do Ministério Público Federal (MPF). O magistrado considerou presentes os requisitos legais para a medida, como o risco de reiteração criminosa, a garantia da ordem pública e a necessidade de preservar a instrução processual.

O processo, que tramita na Justiça Federal por envolver uma liderança de comunidade tradicional, encontra-se atualmente na fase de ratificação da acusação. Com isso, a instrução probatória foi retomada no feito de número 1009915-66.2025.4.01.3702.

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Em sua decisão, o juiz destacou que a narrativa do MPF aponta indícios de premeditação. Conforme os autos, a vítima foi surpreendida com uso de arma de fogo enquanto aguardava transporte, em circunstâncias que teriam impossibilitado qualquer reação.

O magistrado também citou informações sobre o possível envolvimento do réu em porte ilegal de arma, o que configuraria, em tese, um risco concreto de reiteração de condutas criminosas. Outro fundamento foi a necessidade de assegurar a regular produção de provas consideradas essenciais para o esclarecimento do caso.

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Com a decretação da prisão preventiva, o processo segue para a continuidade da instrução criminal, sob acompanhamento da Justiça Federal e do MPF.

O homicídio de Edvaldo Pereira Rocha, ocorrido há mais de dois anos, voltou a ter andamento após a reabertura da fase probatória. A expectativa é que as investigações e o processo judicial possam esclarecer completamente as circunstâncias do crime.

Confira a íntegra da sentença: DECISAO-1

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