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Lula sanciona lei que amplia cirurgia reparadora de mama no SUS.

Nova lei garante reconstrução mamária pelo SUS para todas as mulheres, independentemente da causa da perda da mama. Antes restrito a casos de câncer, procedimento agora inclui vítimas de violência, acidentes e tumores benignos.

Kaio Silvano
Por: Kaio Silvano
19/07/2025 às 11h04
Lula sanciona lei que amplia cirurgia reparadora de mama no SUS.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quinta-feira (17.jul.2025) uma lei que representa um avanço significativo para a saúde da mulher no Brasil. A nova norma garante a todas as brasileiras o direito à cirurgia de reconstrução mamária pelo SUS (Sistema Único de Saúde), mesmo quando a perda da mama não está relacionada ao câncer. A medida foi publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (18.jul.2025) e marca uma mudança importante na política de saúde pública do país.

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Antes da sanção, apenas mulheres que perderam a mama devido ao câncer tinham direito à reconstrução pelo SUS. Agora, a legislação se estende a qualquer caso de mutilação total ou parcial, incluindo vítimas de violência, acidentes, infecções graves ou tumores benignos.

A lei, originada do Projeto de Lei 2.291/2023, de autoria da senadora Margareth Buzetti (PSD-MT), também obriga planos de saúde a oferecerem o procedimento em suas redes conveniadas. Além disso, as pacientes terão direito a acompanhamento psicológico e multidisciplinar, garantindo um tratamento mais humanizado.

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A reconstrução mamária vai muito além da estética: é uma questão de dignidade e recuperação da identidade. Muitas mulheres que passam por mastectomias (remoção da mama) ou traumas físicos enfrentam impactos profundos na autoestima e na qualidade de vida.

Em março de 2024, uma reportagem do Fantástico mostrou histórias de mulheres que, mesmo após vencerem doenças graves, ainda lidavam com o sofrimento psicológico da perda da mama. Com a nova lei, essas pacientes terão acesso ao procedimento sem burocracia ou limitações por causa do diagnóstico.

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  • SUS: O sistema público deverá oferecer a cirurgia reparadora em hospitais credenciados, com equipes especializadas.

  • Planos de saúde: Operadoras privadas serão obrigadas a cobrir o procedimento, independentemente da causa da mutilação.

  • Liberdade de escolha: Nenhuma mulher será obrigada a fazer a cirurgia – a decisão será sempre pessoal e respeitada.

Médicos e defensores dos direitos das mulheres comemoram a medida. "A reconstrução mamária é parte essencial do tratamento. Restaurar a mama não é apenas uma questão física, mas emocional", afirma a dra. Maria Fernandes, cirurgiã plástica especializada em reconstrução.

A senadora Margareth Buzetti reforçou que a lei é uma vitória contra a desigualdade no acesso à saúde: "Todas as mulheres, independentemente de sua condição financeira, terão direito a reconstruir seu corpo e sua autoestima".

Agora, o Ministério da Saúde deverá regulamentar os prazos e critérios para a implementação da lei, garantindo que os serviços estejam disponíveis em todo o país. Enquanto isso, mulheres que precisam do procedimento já podem buscar informações em postos de saúde e hospitais de referência.

Esta mudança consolida o SUS como um sistema que deve acolher todas as necessidades de saúde, não apenas as doenças, mas também as sequelas físicas e emocionais que afetam milhões de brasileiras.

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