
A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) divulgou, nesta semana, o balanço atualizado da vigilância epidemiológica da Mpox (antiga varíola dos macacos) no estado. Entre janeiro e o último dia 19 de fevereiro, um caso da doença foi confirmado em solo baiano, enquanto outros cinco foram oficialmente descartados após análise clínica e laboratorial.
O paciente diagnosticado com Mpox deu entrada em uma unidade de saúde de Salvador após apresentar sintomas compatíveis com a doença. Natural de Osasco, em São Paulo, ele é considerado um caso importado, ou seja, contraiu o vírus fora do estado e buscou atendimento médico na capital baiana.
Segundo a Sesab, o paciente segue os protocolos de isolamento e monitoramento, e não há indícios de transmissão comunitária a partir desse episódio. As equipes de vigilância estão acompanhando possíveis contatos próximos para evitar novos contágios.
A informação que chegou a gerar apreensão no sudoeste do estado foi rapidamente esclarecida pela pasta. Circulou a notícia de que Vitória da Conquista registrava o primeiro caso de Mpox em 2026, com uma paciente internada no Hospital Geral da cidade (HGVC) apresentando lesões cutâneas.
No entanto, novos testes laboratoriais realizados pela Sesab descartaram completamente a infecção por Mpox. A mulher internada, na verdade, está com varicela (catapora) , uma doença viral comum, mas que exige cuidados semelhantes de isolamento para evitar a transmissão.
“A paciente permanece internada no HGVC, mas agora com o diagnóstico correto, tratando da varicela e seguindo os protocolos adequados”, explicou a nota da Secretaria.
A Sesab também fez questão de tranquilizar a população quanto ao período festivo. De acordo com o órgão, nenhum dos casos suspeitos ou confirmados tem relação com as celebrações de Carnaval, o que indica que não houve surtos ou cadeias de transmissão durante a folia.
A Mpox é transmitida por contato direto com lesões, secreções ou objetos contaminados. Os principais sintomas incluem:
Febre;
Mal-estar generalizado;
Lesões na pele (bolhas ou crostas), que podem surgir no rosto, mãos, pés ou genitais.
Diante de qualquer suspeita, as autoridades orientam a busca imediata por atendimento médico e a adoção de medidas de isolamento até a confirmação do diagnóstico.
O episódio envolvendo o falso positivo em Vitória da Conquista acende um alerta importante: a necessidade de aguardar a confirmação laboratorial antes da divulgação de casos. A própria Sesab reforça que “o momento pede informação correta, cuidado redobrado e combate à desinformação”.
A população pode acompanhar os dados oficiais por meio dos canais da Secretaria da Saúde do Estado e das prefeituras municipais, evitando compartilhar informações não verificadas que possam gerar pânico desnecessário.
Casos confirmados de Mpox: 1 (Salvador, importado de SP);
Casos descartados: 5 (incluindo o de Vitória da Conquista);
Relação com o Carnaval: Nenhuma.
A vigilância segue ativa e os serviços de saúde permanecem em estado de alerta para identificar rapidamente novos casos e conter qualquer possibilidade de disseminação do vírus.