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Advogado acusado de comprar sentenças no TJ do Maranhão jogou celular do 10° andar ao ver a PF, e ex-deputado Edilázio Júnior resetou aparelho

A Operação 18 Minutos apura um esquema de venda de sentenças no Tribunal de Justiça do Maranhão. Investigados, incluindo um advogado e um ex-deputado, são acusados de tentar destruir provas durante o cumprimento de mandados da Polícia Federal.

Caio Silvano
Por: Caio Silvano
05/08/2025 às 13h29
Advogado acusado de comprar sentenças no TJ do Maranhão jogou celular do 10° andar ao ver a PF, e ex-deputado Edilázio Júnior resetou aparelho

SÃO LUÍS – A Polícia Federal apura tentativas de destruição de provas por parte de investigados na Operação 18 Minutos, que apura a suposta atuação de uma organização criminosa formada por quatro desembargadores e dois juízes do Tribunal de Justiça do Maranhão, além de advogados e outros envolvidos.

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De acordo com o relatório da PF, o advogado Carlos José Luna dos Santos Pinheiro, um dos alvos da operação, teria lançado seu telefone celular pela janela de um apartamento localizado no décimo andar de um prédio residencial em São Luís. A ação ocorreu no momento em que os agentes federais entraram no imóvel para cumprir mandado de busca.

O aparelho foi encontrado por um funcionário do condomínio e entregue imediatamente aos investigadores. Dois dias após o episódio, a perícia criminal constatou que o telefone estava bastante danificado, impossibilitando, até aquele momento, a extração dos dados armazenados.

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Segundo a Polícia Federal, o gesto de Luna indica uma tentativa deliberada de destruir provas: “É importante destacar que a presença da força policial não constrangeu Carlos Luna a agir para destruir provas, de modo consciente e voluntário”, destaca o relatório.

Outro investigado, o ex-deputado estadual Edilázio Júnior, também é apontado por tentar eliminar evidências. Segundo os investigadores, ele retornava de Brasília para São Luís em um voo pela manhã, quando foi abordado no aeroporto por agentes da PF com ordem de busca pessoal emitida pelo ministro João Otávio de Noronha. Embora o celular tenha sido apreendido, a perícia apontou que o dispositivo havia sido resetado para as configurações de fábrica, eliminando todos os arquivos.

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Edilázio é acusado de atuar como elo entre advogados e magistrados no suposto esquema de venda de decisões judiciais. De acordo com a Procuradoria-Geral da República, os crimes atribuídos à organização criminosa somam, em valores atualizados, R$ 54,7 milhões, o que evidencia, segundo o órgão, “a gravidade concreta das condutas praticadas, a periculosidade dos agentes e a sofisticação da organização”.

As investigações seguem em andamento, com foco na recuperação de dados e aprofundamento dos vínculos entre os núcleos jurídico e causídico do suposto esquema.

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