
Em meio à tensão comercial entre Brasil e Estados Unidos, o Maranhão obteve uma importante conquista. O anúncio feito pelo presidente norte-americano Donald Trump, na terça-feira (30), que elevou para 50% as tarifas de importação sobre diversos produtos brasileiros, excluiu justamente os principais itens da pauta de exportações do estado: ferro-gusa, alumínio primário e celulose.
A decisão mantém esses produtos sujeitos apenas à tarifa básica de 10%, evitando um possível desequilíbrio na competitividade do mercado americano. O Porto de Itaqui, principal via de escoamento dessas commodities, é responsável por 85% das exportações maranhenses, que totalizaram US$ 4,2 bilhões em 2019.
O Maranhão é o maior exportador de ferro-gusa do Brasil, com produção concentrada nas regiões de Açailândia e Imperatriz. A manutenção da tarifa em 10% para esse produto é essencial para a economia local, que depende fortemente da indústria siderúrgica. Além disso, o alumínio primário e a celulose também têm peso significativo na balança comercial do estado.
Apesar da vitória parcial, nem todos os produtos maranhenses escaparam da sobretaxa. Itens como químicos e alguns produtos agrícolas terão um aumento de 40% nas tarifas, o que pode prejudicar setores menos expressivos, mas ainda relevantes para a economia estadual.
Especialistas avaliam que a decisão de isentar os principais produtos do Maranhão reflete a dependência dos EUA em relação a essas commodities. No entanto, o governo e o setor privado devem ficar atentos às negociações diplomáticas, já que mudanças no cenário internacional podem alterar esse equilíbrio.
Enquanto isso, o estado segue como um dos principais players nas exportações brasileiras, reforçando sua importância no comércio exterior do país.