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Aneel confirma bandeira vermelha 2 para agosto, a mais cara do sistema.

A Aneel anunciou a ativação da bandeira vermelha patamar 2 para o mês de agosto. A tarifa é a mais cara do sistema e deve pesar na conta de luz dos consumidores.

Caio Silvano
Por: Caio Silvano
26/07/2025 às 02h31
Aneel confirma bandeira vermelha 2 para agosto, a mais cara do sistema.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira (25) a aplicação da bandeira vermelha patamar 2 nas contas de energia elétrica a partir de agosto. Essa é a faixa tarifária mais elevada do sistema de bandeiras e implica um custo adicional de R$ 7,87 a cada 100 kWh consumidos.

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A decisão ocorre em meio a um cenário de escassez hídrica, com volume de chuvas abaixo da média em diversas regiões do país. Como consequência, há uma redução na geração de energia pelas usinas hidrelétricas e necessidade de acionamento das termelétricas, que possuem custos de produção mais elevados.

“O cenário de afluências abaixo da média em todo o país reduz a geração por meio de hidrelétricas. Esse quadro eleva os custos de geração de energia, devido à necessidade de acionamento de fontes mais caras”, informou a Aneel em nota.

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Impacto na conta de luz

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Com a ativação da bandeira vermelha 2, os consumidores passarão a pagar um valor adicional de R$ 7,87 para cada 100 quilowatts-hora consumidos. A medida afeta residências, comércios e indústrias conectados ao sistema interligado nacional.

A bandeira vermelha patamar 1 já havia sido adotada em junho, e a mudança para o patamar 2 acontece sem aviso prévio direto ao consumidor final, o que pode surpreender boa parte da população.

 

Pressão sobre a inflação

Especialistas alertam que o aumento no custo da energia deve pressionar ainda mais a inflação no país. A energia elétrica é um dos itens com maior peso no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Segundo Andréa Angelo, estrategista de inflação da Warren Investimentos, o cenário ainda tende a se agravar nos próximos meses. “Ainda vai piorar. Energia será o destaque nas próximas divulgações do IPCA”, afirmou.

A expectativa de normalização nas tarifas só deve ocorrer no final do ano, dependendo da recuperação dos níveis dos reservatórios e da redução no acionamento das termelétricas.                       

Medidas para reduzir o consumo

A Aneel recomenda que os consumidores adotem hábitos de economia para mitigar o impacto nas contas. Entre as principais ações estão:

  • Desligar equipamentos que não estão em uso;
  • Substituir lâmpadas incandescentes por modelos LED;
  • Reduzir o uso de ar-condicionado e chuveiro elétrico;
  • Aproveitar ao máximo a luz natural durante o dia.

A orientação geral é de cautela e planejamento, já que a tendência é de que o custo da energia continue elevado pelos próximos meses.

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