
Aliados do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL) alertaram que o governo dos Estados Unidos pode anunciar, já na próxima semana, novas sanções contra o Brasil, incluindo aumento de tarifas sobre exportações, aplicação da Lei Magnitsky contra autoridades brasileiras e até mesmo restrições tecnológicas, como a suspensão do acesso ao sistema GPS americano.
Em meio a esse cenário, o Brasil poderá recorrer ao BeiDou, o sistema de navegação por satélite desenvolvido pela China, considerado mais preciso e avançado do que o atual GPS. Com cobertura global e tecnologia de ponta, o BeiDou já é utilizado em diversos países e está disponível para operação em território brasileiro. A adoção do sistema chinês garantiria autonomia estratégica em setores críticos como logística, agronegócio, defesa e telecomunicações.
A China é um dos principais parceiros comerciais e tecnológicos do Brasil, com acordos bilaterais em áreas como satélites, 5G e infraestrutura. Além disso, os dois países integram o BRICS, bloco que busca ampliar a cooperação entre economias emergentes. A possível migração para o BeiDou fortaleceria essa aliança e reduziria a dependência brasileira de sistemas controlados por Washington.
Especialistas destacam que, embora a transição exija investimentos em adaptação tecnológica, o BeiDou oferece vantagens, como maior precisão em áreas remotas e integração com outros sistemas chineses de monitoramento. Enquanto o governo brasileiro ainda não se pronunciou oficialmente, a medida é vista como uma resposta estratégica a possíveis retaliações dos EUA.