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EUA lançam ataque em larga escala na Venezuela e capturam Nicolás Maduro e sua esposa.

Donald Trump anunciou um ataque dos EUA à Venezuela e a captura de Nicolás Maduro e Cilia Flores, retirados do país por via aérea. A ação provocou explosões em Caracas, choque no governo venezuelano e forte divisão na reação internacional.

Kaio Silvano
Por: Kaio Silvano
03/01/2026 às 08h41
EUA lançam ataque em larga escala na Venezuela e capturam Nicolás Maduro e sua esposa.

Washington/Caracas, 3 de Maio de 2025 – Em uma declaração que abala o cenário geopolítico global, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (3) que forças americanas executaram um “ataque de grande escala” contra a Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, retirando-os do país por via aérea. O anúncio, feito em rede social, marca o ápice de uma escalada de tensões que durou anos e incluiu sanções, uma recompensa de US$ 50 milhões pela cabeça de Maduro e operações abertas e encobertas conduzidas pela CIA.

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“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país por via aérea”, afirmou Trump. Ele disse que a ação foi conduzida com as forças de segurança americanas, mas não informou o paradeiro atual do casal presidencial venezuelano.

Caos e Explosões em Caracas

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Horas antes do anúncio presidencial norte-americano, a capital venezuelana, Caracas, foi sacudida por uma série de explosões intensas durante a madrugada. De acordo com a agência de notícias Associated Press, ao menos sete detonações foram ouvidas em um intervalo de aproximadamente 30 minutos.

Relatos de moradores de diversos bairros descrevem tremores, o ruído constante de aeronaves e correria nas ruas. Parte da cidade, especialmente nas proximidades da base aérea militar de La Carlota, no sul de Caracas, ficou sem energia elétrica. Vídeos que viralizaram nas redes sociais mostram grossas colunas de fumaça saindo de instalações militares e jatos sobrevoando a cidade em altitude anormalmente baixa.

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Governo Venezuelano em Estado de Choque

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, assumiu publicamente não saber o paradeiro de Maduro. Em declaração veemente, ela exigiu do governo dos EUA uma “prova de vida” imediata do presidente capturado, acusando Washington de um “ato de guerra e sequestro internacional”.

A situação dentro do Palácio de Miraflores e entre a alta cúpula chavista é descrita por fontes próximas como de “caos absoluto e incredulidade”. A lealdade das Forças Armadas Venezuelanas, dividida há anos, agora é posta à prova de forma dramática.

Reações Internacionais Imediatas e Divisão Global

A comunidade internacional reagiu com rapidez e profunda divisão:

  • Aliados da Venezuela: Cuba, Nicarágua, Rússia e Irã condenaram veementemente a ação, classificando-a como “agressão imperialista flagrante”, “violação do direito internacional” e “golpe de estado armado”. A Rússia convocou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU.

  • União Europeia e Aliados Regionais: A União Europeia, o Reino Unido e nações como Colômbia e Brasil emitiram comunicados pedindo moderação, expressando “extrema preocupação” e enfatizando a necessidade de estabilidade e proteção aos civis. Diversos países europeus iniciaram o monitoramento de segurança de seus cidadãos na região.

  • Governo de Juan Guaidó: O líder oposicionista reconhecido por mais de 50 países como presidente interino da Venezuela ainda não se manifestou oficialmente. Seu gabinete está em reuniões de emergência.

Antecedentes de uma Escalada Anunciada

A captura de Maduro é o ponto culminante de uma campanha de pressão máxima da administração Trump, que incluiu:

  1. Sanções Econômicas Devastadoras: Congelamento de ativos da PDVSA e do Estado venezuelano no exterior.

  2. Reconhecimento de Guaidó: Em 2019, os EUA e aliados passaram a reconhecer Juan Guaidó como líder legítimo.

  3. Ofensiva Legal: Procuradores federais dos EUA acusaram Maduro e seu círculo de narcoterrorismo.

  4. Abertura para Ação Militar: Trump e assessores, como o ex-conselheiro de segurança John Bolton, sempre repetiram que “todas as opções estavam sobre a mesa”.

  5. Operações da CIA: Relatórios de inteligência nos últimos anos indicavam um aumento significativo de atividades da agência na Venezuela, buscando recrutar descontentes e coletar informações.

Cenário de Incerteza Absoluta

O país agora enfrenta um vácuo de poder de proporções históricas. As principais questões são:

  • Onde e em que condições estão Nicolás Maduro e Cilia Flores?

  • Qual será a reação das Forças Armadas Venezuelanas, em especial de unidades leais a Maduro?

  • Como os aliados internacionais de Caracas, principalmente Rússia, responderão operacionalmente?

  • Qual será o próximo passo político dos EUA e da oposição venezuelana para estabelecer uma transição?

O mundo observa com apreensão o desenrolar de uma crise sem precedentes no hemisfério ocidental, que redefine os limites da intervenção internacional e coloca a Venezuela no epicentro de uma nova e perigosa crise global.

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