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Comissão aprova auxílio de até R$ 600 para familiares que cuidam de idosos e pessoas com deficiência; veja se você tem direito

Projeto busca reconhecer trabalho não remunerado, majoritariamente realizado por mulheres, e aliviar pressão financeira sobre famílias.

Kaio Silvano
Por: Kaio Silvano
23/07/2025 às 09h46
Comissão aprova auxílio de até R$ 600 para familiares que cuidam de idosos e pessoas com deficiência; veja se você tem direito

A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que cria um auxílio financeiro de até R$ 600 para cuidadores familiares não remunerados de idosos ou pessoas com deficiência. A proposta, que agora segue para outras comissões, visa oferecer suporte a quem dedica sua vida a assistir parentes, muitas vezes abandonando oportunidades no mercado de trabalho.

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O relator do projeto, deputado Weliton Prado (Solidariedade-MG), destacou que, apesar da importância social do cuidado familiar, essa atividade ainda é pouco valorizada. "Embora seja essencial ao bem-estar de milhões de brasileiros, esse trabalho permanece sem suporte público adequado", afirmou. O valor do benefício foi equiparado ao do Bolsa Família para garantir equidade entre políticas de transferência de renda.

Quem terá direito ao benefício?

Para receber o auxílio, os cuidadores deverão cumprir requisitos como:

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  • Prestar assistência contínua a uma pessoa idosa ou com deficiência;

  • Residir no mesmo domicílio que o assistido;

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  • Não ter emprego formal que comprometa os cuidados;

  • Estar inscrito e com dados atualizados no Cadastro Único (CadÚnico);

  • Ter renda familiar mensal per capita de até ¼ do salário mínimo.

O benefício poderá ser acumulado com outros programas sociais, desde que o valor total não ultrapasse um salário mínimo. Em casos de renda familiar per capita ligeiramente acima do limite, o cuidador receberá metade do valor (R$ 300) por até dois anos.

Os recursos virão do Fundo Nacional de Assistência Social, parcerias entre governos, doações e saldos não utilizados de fundos públicos. O texto, um substitutivo ao PL 4091/24, de autoria do deputado Marcos Tavares (PDT-RJ), ainda passará pelas comissões de Direitos da Pessoa Idosa, Finanças e Tributação, e Constituição e Justiça antes de seguir para o plenário.

A medida é vista como um avanço na proteção a famílias vulneráveis, especialmente mulheres, que representam a maioria dos cuidadores informais. Especialistas alertam, porém, para a necessidade de políticas complementares, como capacitação profissional e acesso a serviços de saúde, para garantir sustentabilidade à iniciativa.

Enquanto aguarda votação, o projeto reacende o debate sobre a valorização do cuidado familiar e a urgência de redes de apoio para quem vive à margem do mercado de trabalho por dedicar-se a parentes dependentes.

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