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Congresso derruba vetos de Lula e conta de luz pode ficar mais cara

O Congresso derrubou vetos de Lula que mantêm obrigações de contratação de energia eólica offshore e outras fontes, com custo de R$ 197 bi até 2050 repassado às tarifas. Foram aprovadas contratações compulsórias de hidrelétricas, eólicas e hidrogênio, sem análise de necessidade. Parte dos vetos, como os de térmicas a gás e carvão, ainda será votada.

Kaio Silvano
Por: Kaio Silvano
19/06/2025 às 11h47
Congresso derruba vetos de Lula e conta de luz pode ficar mais cara

Em votação realizada nesta terça-feira (17), o Congresso Nacional anulou parcialmente os vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a dispositivos da legislação que regulamenta a energia eólica offshore. As mudanças aprovadas estabelecem obrigações de contratação de usinas geradoras, cujos custos serão repassados às tarifas de energia elétrica.

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Segundo cálculos da Abrace (Associação dos Grandes Consumidores de Energia), as medidas terão impacto financeiro acumulado de R$ 197 bilhões até 2050. Os artigos derrubados, conhecidos como "jabutis" - dispositivos alheios ao tema principal da proposta - foram mantidos após negociação entre o governo e parlamentares. Parte dos vetos presidenciais teve sua análise postergada para futuras sessões legislativas, com possibilidade de serem rediscutidos por meio de medida provisória ou novo projeto de lei.

Principais alterações aprovadas:

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  1. Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs)

    • Situação anterior: contratação vinculada ao crescimento da demanda

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    • Nova regra: obrigatoriedade de contratação de 4,9 GW, independente da necessidade

  2. Programa Proinfa

    • Situação anterior: renovação condicionada à avaliação da Aneel e redução tarifária

    • Nova regra: dispensa de avaliação regulatória e flexibilização dos cortes de preços

  3. Energia de Hidrogênio

    • Situação anterior: ausência de regulamentação específica

    • Nova regra: contratação compulsória de 250 MW

  4. Energia Eólica no Sul

    • Situação anterior: sem exigências contratuais

    • Nova regra: aquisição obrigatória de 300 MW

Tópicos pendentes:
O Congresso adiou a análise dos vetos relativos à contratação de termelétricas movidas a gás natural e carvão mineral, que permanecem sem deliberação.

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