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Nomeação de Thaís Coutinho para direção do Hospital Macro Regional reacende debate sobre critérios técnicos e políticos

Enfermeira e ex-vereadora Thaís Coutinho assume direção do Hospital Macro Regional de Caxias. Com formação na área da saúde e trajetória política, sua nomeação segue padrão de indicações observado em cargos da administração pública. O fato reacende discussões sobre critérios técnicos versus experiência política na gestão de unidades de saúde.

Kaio Silvano
Por: Kaio Silvano
09/04/2025 às 10h26
Nomeação de Thaís Coutinho para direção do Hospital Macro Regional reacende debate sobre critérios técnicos e políticos

Na última quinta-feira, a ex-vereadora Thaís Coutinho assumiu a Direção Administrativa do Hospital Macro Regional de Caxias, reacendendo um debate antigo na região: por que os cargos de direção nos hospitais macrorregionais do Maranhão são frequentemente ocupados por políticos ou pessoas ligadas a eles, em vez de técnicos especializados?

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Thaís Coutinho tem uma trajetória política conhecida. Foi candidata a vice-prefeita na chapa de Paulo Marinho Júnior, que disputou a prefeitura de Caxias em 2020 e foi derrotado. Seu esposo, Daniel Pereira Barros, é vereador no município. Seu pai, Ferdinando Coutinho, foi prefeito de Matões, e a esposa de seu pai, Claúdia Coutinho, é deputada estadual e já ocupou o mesmo cargo no Hospital Macro Regional no passado.

A pergunta que fica é: por que o governador Carlos Brandão e suas gestões insistem em nomear pessoas com perfil político para cargos que deveriam ser técnicos? O Hospital Macro Regional de Caxias é uma unidade de saúde estratégica para a região, atendendo a milhares de pessoas, mas a escolha de seus gestores parece seguir mais a lógica de apadrinhamento político do que de qualificação profissional.

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É importante destacar que Thaís Coutinho tem formação em Enfermagem, o que, em tese, a qualifica para atuar na área da saúde. No entanto, nos últimos anos, sua atuação tem sido mais voltada para a política do que para a prática profissional na saúde. A pergunta que fica é: sua nomeação prioriza a experiência técnica ou os laços políticos?

Não é a primeira vez que isso acontece. Nos últimos anos, a direção do hospital tem sido ocupada por ex-vereadores, ex-candidatos ou aliados de grupos políticos, levantando suspeitas de que o cargo é usado como moeda de troca ou retribuição eleitoral.

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Outra questão que chama atenção é: o que há de tão atrativo na direção do Hospital Macro Regional que faz com que, todo ano eleitoral, haja uma disputa por sua gestão? Seria o controle sobre recursos? A visibilidade política? Ou simplesmente a falta de critérios técnicos nas nomeações?

Enquanto isso, a população, que depende dos serviços do hospital, fica à mercê de mudanças repentinas na gestão, muitas vezes sem qualquer melhoria real na qualidade do atendimento.

A pergunta que não quer calar: Governador Carlos Brandão, quando o Maranhão terá gestores de saúde escolhidos por competência, e não por indicação política? Enquanto os cargos estratégicos forem tratados como moeda de troca, a saúde pública continuará refém de interesses que nada têm a ver com o bem-estar da população.

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