Nesta semana, em São Luís, lideranças do grupo político de Carlos Brandão, incluindo seu irmão Marcus Brandão, apresentaram uma proposta de trégua nas disputas internas com lideranças de ideologia comunista e socialista. O plano envolvia a devolução de espaços políticos que haviam sido perdidos, um esforço para pacificar os bastidores do Palácio dos Leões, e uma sinalização de que o governador poderia concorrer ao Senado nas eleições de 2026. Caso essa proposta fosse aceita, Felipe Camarão, atual vice-governador, assumiria o governo estadual com a possibilidade de buscar a reeleição no mesmo ano.
Dentre as condições apresentadas pelo clã Brandão estavam:
Representantes desse grupo levaram a proposta até Flávio Dino, atual ministro do Supremo Tribunal Federal, durante uma reunião em Brasília nesta quarta-feira. Dino, com seu grande peso político, teria a palavra final sobre a aceitação ou não do acordo. A adesão à proposta também poderia possibilitar uma reunião de líderes nacionais, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com Felipe Camarão participando das negociações como um potencial candidato à reeleição no cargo de governador.
No entanto, fontes internas indicam que Flávio Dino não demonstrou interesse em aceitar o acordo de cessar-fogo. Para ele, a continuidade da disputa poderia consolidar sua posição política e fortalecer alianças estratégicas com outros setores. Nos bastidores, há especulações de que Dino veja esse momento como uma oportunidade para reforçar a posição dominante de seu grupo político e dificultar o avanço do clã Brandão.
As negociações seguem intensas, com Brandão buscando a trégua como uma maneira de garantir estabilidade política e viabilizar sua candidatura ao Senado. Já Dino acredita que manter a pressão é mais vantajoso a longo prazo, especialmente considerando a reorganização do cenário político tanto no estado quanto no plano nacional.