
São Luís – As fortes chuvas que atingem o Maranhão nos últimos dias colocaram a Região Metropolitana de São Luís em estado de atenção. De acordo com dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o acumulado de precipitação nas últimas 72 horas chegou a 240 milímetros na capital.
O volume já representa mais da metade da média histórica de chuvas projetada para todo o mês de março. Somente nas últimas 24 horas, foram registrados 80 milímetros na cidade, intensificando os transtornos típicos do período.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta vermelho para o sul do estado, válido para esta quarta-feira (4), indicando a previsão de temporais com alto volume acumulado e ventos intensos. Já a região norte, onde está localizada a capital maranhense, permanece em alerta laranja, que representa perigo potencial para tempestades.
A combinação de solo encharcado e previsão de mais chuvas acende um sinal de alerta para áreas urbanas e para o patrimônio histórico da cidade.
Além dos alagamentos e transtornos no trânsito, a Defesa Civil monitora de perto a situação de 79 imóveis históricos que apresentam risco de desabamento. A preocupação das autoridades é que o período chuvoso, que tende a concentrar grandes volumes em poucos dias, possa agravar as estruturas já comprometidas dessas construções, elevando o risco de acidentes e a necessidade de intervenções emergenciais.
Diante do cenário, o Corpo de Bombeiros reforçou a importância do sistema de envio de alertas por SMS, utilizado desde o ano passado para comunicar a população sobre riscos iminentes de desastres, como deslizamentos e enchentes.
A ferramenta foi ampliada em 2025 e funciona de forma simples:
Cadastro: Moradores interessados devem enviar uma mensagem de texto com o número do CEP para o número 40199.
Funcionamento: Após o cadastro, o sistema direciona alertas específicos de acordo com a localidade cadastrada, informando sobre riscos iminentes.
Integração: A iniciativa é resultado de uma ação conjunta entre o Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil estadual e as defesas civis municipais.
A orientação das autoridades é que a população utilize a ferramenta e siga as instruções oficiais para adotar medidas preventivas, especialmente nas áreas de maior risco.