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Atuação da deputada Daniella resulta em nova lei de proteção às mulheres no Brasil.

Benefício temporário busca assegurar moradia digna e romper ciclo de agressões; medida foi inspirada em projeto de deputada maranhense.

Por: Sabrina Pereira
20/02/2026 às 14h20 Atualizada em 20/02/2026 às 14h40
Atuação da deputada Daniella resulta em nova lei de proteção às mulheres no Brasil.

O Brasil deu um passo significativo no enfrentamento à violência contra a mulher com a sanção da lei que institui o auxílio-aluguel como medida protetiva de urgência. A nova legislação, publicada no Diário Oficial da União, permite que vítimas de violência doméstica em situação de vulnerabilidade social e econômica recebam apoio financeiro temporário do Estado para garantir moradia segura após se afastarem do agressor.

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A medida representa um avanço na aplicação da Lei Maria da Penha, ampliando o leque de instrumentos à disposição da Justiça para proteger mulheres que precisam deixar o lar em razão de agressões. Antes restritas a ações como afastamento do agressor e proibição de contato, as medidas protetivas agora contam com um suporte concreto para a subsistência da vítima.

Origem no parlamento maranhense

O projeto que deu origem à lei (PL nº 4.875/2020) é de autoria da deputada estdual pelo Maranhão Daniella, que há anos atua em pautas relacionadas aos direitos das mulheres. A parlamentar maranhense destacou que o auxílio não deve ser interpretado como um benefício assistencial comum, mas como uma ferramenta estratégica de proteção.

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"Essa não é uma política de transferência de renda no sentido tradicional. É um mecanismo de emergência para que a mulher não precise escolher entre continuar sofrendo violência ou ficar desabrigada. É sobre garantir que ela possa dizer 'não' ao agressor sem abrir mão de um teto", afirmou a deputada.

Como funcionará o benefício

O auxílio-aluguel terá caráter temporário e será concedido por determinação judicial, preferencialmente em conjunto com outras medidas protetivas. O valor, a forma de pagamento e a duração do benefício serão definidos pelos estados e municípios, que poderão regulamentar a lei de acordo com suas realidades orçamentárias e sociais.

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Importante destacar que o benefício não é automático. Caberá ao juiz avaliar cada caso, considerando a situação de vulnerabilidade econômica da vítima, a existência de filhos menores e a impossibilidade de retorno ao lar compartilhado com o agressor.

Mais que moradia, autonomia

De acordo com a proposta original, o acolhimento habitacional virá acompanhado de políticas públicas complementares. A lei prevê que as mulheres beneficiárias tenham prioridade em programas de capacitação profissional, inserção no mercado de trabalho e geração de renda, promovendo sua autonomia financeira a longo prazo.

"Não queremos criar dependência do Estado. Queremos exatamente o oposto: oferecer as condições para que essa mulher se reestruture, se fortaleça e possa seguir sua vida com independência, longe da violência", explicou Daniella.

Impacto esperado

Especialistas em políticas públicas para mulheres celebram a iniciativa, mas alertam para a necessidade de regulamentação ágil e estruturação da rede de apoio. A implementação eficaz da medida dependerá da articulação entre Judiciário, assistência social e políticas habitacionais dos entes federativos.

Organizações de defesa dos direitos das mulheres apontam que a falta de recursos financeiros é um dos principais fatores que levam vítimas a retornarem para seus agressores. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que, em muitos casos, a dependência econômica e a ausência de moradia alternativa tornam a saída do ambiente violento praticamente inviável.

Com a nova lei, o Brasil se alinha a práticas adotadas em países como Argentina e Espanha, que já possuem programas similares de auxílio habitacional para mulheres em situação de violência. A expectativa é que a medida contribua para a redução dos índices de feminicídio e para o fortalecimento da rede de proteção às mulheres em todo o território nacional.

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