
BRASIL – O Exército Brasileiro deu um passo estratégico ao oficializar a criação de Pelotões de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (DQBRN) em todos os Comandos Militares de Área do país. A medida foi instituída por meio da Portaria nº 643/26 do Comando de Operações Terrestres (COTER) e divulgada pela Secretaria-Geral do Exército em fevereiro de 2026.
A iniciativa amplia significativamente a capacidade de resposta da Força Terrestre diante de cenários de risco que envolvam agentes não convencionais, como substâncias químicas perigosas, materiais radioativos, ameaças biológicas ou até mesmo eventos de natureza nuclear. Com a nova estrutura, todas as regiões do território nacional passam a contar com unidades preparadas para atuar em situações de alta complexidade.
A decisão ocorre em um contexto internacional marcado pelo aumento de conflitos assimétricos, guerras híbridas e pelo uso de tecnologias que fogem aos padrões tradicionais de combate. Diante desse cenário, países ao redor do mundo têm investido no fortalecimento de sistemas de defesa e prevenção. No caso brasileiro, o foco está na proteção da população, da infraestrutura estratégica e das tropas em possíveis situações emergenciais.
De acordo com informações oficiais, a criação dos pelotões DQBRN vai além de uma reorganização administrativa. A medida integra um planejamento estratégico de longo prazo, voltado para prevenção, pronta resposta e mitigação de danos em ocorrências que envolvam riscos químicos, biológicos, radiológicos ou nucleares, tanto em cenários militares quanto em apoio a autoridades civis.
Com a implementação das novas unidades especializadas, o Exército Brasileiro eleva seu nível de prontidão operacional e reforça o compromisso com a segurança nacional, posicionando o país entre as nações preparadas para enfrentar ameaças consideradas de alto impacto e elevada complexidade.