
A partir da última quinta-feira (1º), os preços da gasolina, do diesel e do gás de cozinha começaram a sofrer ajustes no Maranhão, seguindo a nova alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) estabelecida nacionalmente. A alteração, aprovada em setembro de 2025 pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), representa o segundo reajuste consecutivo do imposto sobre combustíveis no país.
Impacto Imediato nos Preços
Conforme a decisão do Confaz, que reúne representantes de todos os estados e da União, os valores fixos do ICMS por unidade foram redefinidos. O litro da gasolina terá um aumento de R$ 0,10, passando a R$ 1,57. O diesel terá acréscimo de R$ 0,05 por litro, atingindo R$ 1,17. O botijão de gás de cozinha (GLP) terá majoração de R$ 1,05 no valor do imposto.
Dados coletados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na última semana de dezembro de 2025 mostravam os preços médios no estado em R$ 5,90 para a gasolina comum e R$ 6,17 para o óleo diesel. Com a mudança tributária, a expectativa de especialistas e do setor é de um repasse gradual, porém integral, desses custos aos consumidores finais nos próximos dias.
Pressão na Cadeia Produtiva e no Custo de Vida
A elevação tende a pressionar ainda mais os custos do transporte de cargas e do serviço de logística em todo o Maranhão. Como os combustíveis são considerados insumos-chave da economia, o aumento tem efeito cascata, influenciando diretamente o valor final de produtos e serviços.
Setores como transporte coletivo, entrega de mercadorias, produção agrícola e comércio podem sentir o impacto, com possíveis reflexos nos preços de alimentos e outras commodities. O reajuste anual do imposto é justificado pelos estados com base na necessidade de recompor receitas, utilizando como parâmetro a variação dos preços médios mensais apurados pela ANP.
Contexto Nacional de Ajustes Tributários
Este é o segundo aumento consecutivo do ICMS sobre combustíveis. Em fevereiro de 2025, os estados já haviam promovido outro reajuste similar. A atualização aprovada para 2026 considerou a comparação dos preços médios mensais calculados pela ANP entre os períodos de fevereiro a agosto de 2025 com o mesmo intervalo do ano anterior, conforme metodologia discutida no Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz).
A medida reacende o debate sobre a carga tributária sobre itens essenciais e sua influência no orçamento familiar e na atividade econômica regional. Analistas apontam que o impacto total nos preços finais ao consumidor dependerá de outros fatores, como as cotações internacionais do petróleo e a política de preços das distribuidoras