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Prejuízo de 2025 pode superar pandemia e colocar a economia em alerta máximo.

O déficit das estatais em 2025 alcança níveis históricos e pode superar os resultados da pandemia, elevando o risco fiscal do país. Especialistas alertam que a economia pode entrar em alerta máximo caso o rombo continue crescendo.

Kaio Silvano
Por: Kaio Silvano
09/12/2025 às 11h07
Prejuízo de 2025 pode superar pandemia e colocar a economia em alerta máximo.

O desempenho financeiro das estatais federais em 2025 preocupa governo, mercado e especialistas. Segundo dados do Banco Central (BC), o déficit acumulado das empresas controladas pela União ultrapassou R$ 6,3 bilhões até outubro de 2025 — o maior rombo já registrado desde o início da série histórica, em 2002.
Fonte: Investing.com (matéria de novembro de 2025, com dados do BC). 

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Mesmo considerando os anos da pandemia de covid-19, o déficit de 2025 preocupa em especial. Historicamente, em julho de 2020 e julho de 2021 as estatais federais apresentaram superávit naquele mês (respectivamente R$ 789,8 milhões e R$ 785,6 milhões). CNN Brasil Já em 2025, o mês de julho registrou déficit de R$ 2,1 bilhões — o pior resultado da série histórica para o mês. CNN Brasil Com isso, há forte chance de que o rombo acumulado deste ano supere não apenas períodos recentes, mas também os piores momentos da pandemia — reforçando a ideia de que a crise atual tem causas estruturais, não apenas conjunturais.

Dados oficiais mostram o tamanho do rombo

  • Relatório divulgado em agosto aponta déficit de R$ 5,52 bilhões entre janeiro e julho — recorde para o período desde 2002.
    Fonte: Investing.com, dados do Banco Central.

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  • Somente em julho de 2025, o déficit mensal chegou a R$ 2,1 bilhões, o maior da história para o mês.
    Fonte: CNN Brasil, dados do Banco Central.

  • Entre janeiro e outubro, o déficit somou R$ 6,35 bilhões, puxado principalmente por empresas deficitárias como os Correios.
    Fonte: Portal GP1, com base em dados do BC.

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  • O déficit cresceu cerca de 42,7% em comparação ao mesmo período de 2024.
    Fonte: Investing.com, análise da série histórica do Banco Central.

Importante: déficit fiscal não significa, necessariamente, prejuízo contábil

O Banco Central mede o “resultado primário” das estatais — ou seja, o quanto elas precisam de recursos do Tesouro. Esse dado não inclui todas as estatais, como bancos públicos e empresas como Petrobras.
Fonte: Investing.com, explicação técnica do BC.

Já o Ministério da Gestão e Inovação (MGI) destaca que, ao fim de 2024:

  • As 44 estatais federais possuíam ativos de R$ 6,7 trilhões e receita de cerca de R$ 1,3 trilhão.

  • Excluindo a Petrobras, o conjunto das estatais registrou lucro líquido em 2024.
    Fonte: Ministério da Gestão e da Inovação (MGI), Relatórios de 2024 e 2025.

Ou seja: o déficit fiscal mostra pressão nas contas públicas, mas não prova que todas as estatais tiveram prejuízo como empresas.

Razões apontadas para o déficit de 2025

Especialistas e veículos de análise econômica apontam os seguintes fatores:

  • Aumento dos custos operacionais.

  • Baixa geração de caixa em empresas deficitárias, como os Correios.
    Fonte: GP1, análise de dados do BC.

  • Investimentos elevados em 2024 (R$ 96,18 bilhões), alta de 44% em relação a 2023 — alto impacto no curto prazo.
    Fonte: MGI — Relatório de Investimentos das Estatais.

O que está em jogo

O rombo recorde aumenta a pressão sobre as contas públicas e exige mais recursos do Tesouro para manter empresas estratégicas funcionando.

Especialistas alertam para a necessidade de:

  • Gestão mais eficiente,

  • Redução de custos,

  • Maior transparência nos investimentos,

  • Reavaliação do papel de estatais altamente deficitárias.

2025 deve ficar marcado como o ano de um dos maiores déficits da história das estatais federais. Apesar dos números alarmantes, é preciso interpretar os dados corretamente: déficit fiscal não é sinônimo de prejuízo contábil e não representa o desempenho individual de todas as empresas públicas.

As fontes oficiais — Banco Central, Ministério da Gestão, CNN Brasil, Investing.com e GP1 — confirmam o cenário de atenção fiscal e destacam a urgência de ajustes na gestão das estatais.

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