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Câmara de Caxias pega fogo antes da janta: zanga, café e treino para 2026.

A Câmara de Caxias viveu uma sessão marcada por fogo cruzado e rupturas políticas, com Wesley Coutinho migrando para a oposição. O clima eleitoral de 2026 já aquece os bastidores e promete debates ainda mais intensos.

Por: Liane Castro
22/09/2025 às 21h14 Atualizada em 23/09/2025 às 00h57
Câmara de Caxias pega fogo antes da janta: zanga, café e treino para 2026.

A câmara de Caxias pegou fogo nesta segunda-feira. De um lado, a oposição cresce; de outro, vereadores reclamam da falta de respeito do vereador Wesley Coutinho, que agora se junta à oposição ao grupo "dos Gentis" após nove meses de governo. De olho nas eleições de 2026, já era previsível a divisão entre parte do grupo dos Coutinho e o grupo dos Gentis, especialmente com duas candidatas a dividir votos. Alguns avaliam que a ruptura demorou mais do que o esperado.

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O estopim da crise foi a postura do vereador Wesley Coutinho, que após nove meses de alinhamento ao governo Gentil Neto, passou a adotar um tom oposicionista. Durante a tribuna, Coutinho disparou acusações contra colegas de plenário, que reagiram de diferentes maneiras – alguns com respostas firmes e clássicas, outros de forma mais serena, mas igualmente crítica.

A movimentação já era considerada previsível nos bastidores. O grupo Coutinho vinha ensaiando um distanciamento, especialmente diante do cenário eleitoral de 2026, quando duas candidatas devem dividir votos no mesmo campo político. Ainda assim, o grupo mantém presença no governo com Eugênio Coutinho, vice-prefeito e figura de atuação destacada na gestão.

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No campo oposicionista, a adesão de Wesley foi comemorada. O vereador Daniel Barros afirmou recebê-lo “de braços abertos” para trilhar juntos o caminho da oposição. Já o vereador Léo Barata usou o Pequeno Expediente para pressionar Wesley a deixar não apenas a base governista, mas também os cargos ocupados por aliados na administração municipal.

O clima azedou de vez quando Coutinho, visivelmente irritado, rebateu as críticas de forma áspera. Enquanto isso, vereadores de situação mantiveram-se alinhados ao Palácio, reforçando a imagem de que, apesar das turbulências, ainda existe uma sólida base de apoio.

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O veterano Mário Assunção se destacou pela sobriedade do discurso. Com equilíbrio e sensatez, buscou resgatar a serenidade do debate, lembrando que a política deve ser exercida com responsabilidade. Como já dizia Maquiavel, em “O Príncipe”: “Não há nada mais difícil de conduzir, nem mais perigoso de administrar, do que iniciar uma nova ordem de coisas.”

O vereador Darlam, por sua vez, não deixou barato. Com a cara cheia de zanga, rebateu dizendo que não fazia parte do que Wesley havia mencionado e cobrou respeito à Casa Legislativa. A cena, que poderia ter terminado em tensão, arrancou sorrisos discretos no plenário: parecia aquele momento em que alguém levanta a voz no jantar de família, mas no fundo todo mundo sabe que no dia seguinte volta a dividir a mesma mesa.

No desfecho de toda a polêmica, Wesley foi desculpado pelos colegas e elogiado por sua conduta, sendo reconhecido como um bom homem. Embora agora trilhe o caminho da oposição, continuará a desempenhar seu papel como um nobre legislador, mantendo a postura que vem demonstrando ao longo dos últimos nove meses.

Com as eleições de 2026 à vista, as disputas internas e externas devem se intensificar, prometendo uma arena política marcada por divisões, realinhamentos e cálculos estratégicos. Ao que tudo indica, o café das próximas sessões legislativas será forte, amargo e servido em xícara cheia.

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