
A pesquisa Datafolha, divulgada em 2 de agosto de 2025, apresenta diferentes cenários para as eleições presidenciais de 2026, destacando a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno e sua vantagem em possíveis segundos turnos contra nomes bolsonaristas. O cenário político foi influenciado recentemente pelos ataques de Donald Trump contra o Brasil, que impactaram a popularidade de Lula e geraram divisões na direita brasileira.
Cenário com Lula e Bolsonaro
1º Turno: Lula (39%) lidera, seguido por Jair Bolsonaro (33%).
2º Turno: Lula venceria com 49% contra 40% de Bolsonaro.
Cenários com Outros Nomes Bolsonaristas
Eduardo Bolsonaro (PL): Lula (39%) x Eduardo (20%).
Flávio Bolsonaro (PL): Lula (40%) x Flávio (18%).
Michelle Bolsonaro (PL): Lula (39%) x Michelle (24%).
Tarcísio de Freitas (Republicanos): Lula (38%) x Tarcísio (21%).
Cenários sem Lula (Haddad e Alckmin)
Fernando Haddad (PT): Empate técnico com Tarcísio (23% x 23%).
Geraldo Alckmin (PSB): Ligeira vantagem sobre Tarcísio (24% x 22%).
Efeito Trump: Os ataques do ex-presidente dos EUA fortaleceram Lula ao colocar a direita em uma posição defensiva.
Fratura na Direita: Tarcísio de Freitas perdeu apoio ao não se posicionar claramente sobre as críticas de Trump.
Inelegibilidade de Bolsonaro: Embora o ex-presidente esteja inelegível até 2030, sua presença na pesquisa reflete sua influência no eleitorado.
Crescimento de Alternativas Moderadas: Nomes como Ratinho Jr. (PSD) e Romeu Zema (Novo) aparecem como opções secundárias, mas ainda sem força para disputar o segundo turno.
Fortalecimento do Centrão: Se Lula não for candidato, Alckmin (PSB) pode surgir como uma alternativa de centro-esquerda.
Desgaste do Bolsonarismo: A dificuldade em consolidar um sucessor a Bolsonaro pode fragmentar ainda mais a direita.
A pesquisa indica que, no momento, Lula é o favorito para 2026, mas a disputa ainda está longe de ser definida. A direita enfrenta desafios para unificar um nome competitivo, enquanto o cenário sem Lula mostra um campo mais aberto, porém fragmentado. Fatores externos (como relações internacionais) e internos (como a economia) podem alterar esse panorama nos próximos meses.