
Neste sábado, 5 de julho, a cidade de Caxias, no Maranhão, comemora 189 anos de emancipação política. A data marca a transformação da então Vila de Caxias em cidade, em 1836, por meio da Lei Provincial nº 24, assinada pelo Presidente da Província do Maranhão, Antonio Pedro Costa Ferreira.
A história de Caxias remonta ao século XVII, com o movimento de bandeirantes e exploradores que adentraram o interior maranhense às margens do Rio Itapecuru. Antes de se tornar cidade, a região era habitada pelos índios Timbiras Gamelas e passou por várias denominações, refletindo sua evolução administrativa e cultural:
Guanaré: Nome indígena original.
São José das Aldeias Altas: Uma homenagem à capela erguida em devoção a São José.
Freguesia das Aldeias Altas: Fase de organização eclesiástica e administrativa.
Arraial das Aldeias Altas: Período de crescimento populacional.
Vila de Caxias: Elevação a vila em 31 de outubro de 1811.
Finalmente, em 5 de julho de 1836, a vila foi elevada à categoria de cidade, consolidando-se como um importante centro urbano do Maranhão.
Conhecida como "Princesa do Sertão Maranhense", Caxias tem um legado único no Brasil: sua influência está presente em dois dos principais símbolos nacionais.
Hino Nacional Brasileiro: Os versos "Nossos bosques têm mais vida, nossa vida mais amores", presentes no hino, foram inspirados no poema "Canção do Exílio", de Gonçalves Dias, que homenageava sua terra natal.
Bandeira Nacional: O lema "Ordem e Progresso" foi idealizado pelo filósofo e positivista caxiense Raimundo Teixeira Mendes, baseado em uma frase do também filósofo local: "O povo brasileiro assim como os povos ocidentais acha-se vivamente solicitado por duas necessidades, ambas imperiosas e que se resumem em duas palavras: Ordem e Progresso".
A data reforça o orgulho local e a importância histórica de Caxias, que, desde suas origens indígenas até sua consolidação como cidade, mantém uma trajetória marcada por transformações e contribuições culturais ao país.
Neste aniversário de 189 anos, a cidade celebra não apenas seu passado, mas também sua identidade cívica, que permanece viva nos símbolos que representam toda a nação brasileira.
Com informações: noca.com.br