
Uma jovem de 23 anos, identificada como Sháira Kawanne Teixeira da Silva, foi morta com um tiro de espingarda neste sábado (16), no povoado Vila do Caju, zona rural de Anapurus, município localizado a 280 km de São Luís. O crime, registrado como feminicídio pela Polícia Civil do Maranhão, teria sido cometido pelo companheiro da vítima, Juvenilson Barbosa dos Santos, que, após o homicídio, tentou suicídio e morreu horas depois.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o suspeito efetuou o disparo contra Sháira durante uma discussão e, em seguida, atirou contra si mesmo. Juvenilson foi socorrido e levado ao Hospital de Chapadinha, onde confessou o crime aos policiais, indicou o local onde deixou o corpo da vítima e confirmou que o assassinato ocorreu após uma briga entre o casal. No entanto, ele não resistiu aos ferimentos e morreu antes de ser transferido para o Hospital Macrorregional.
A Polícia Civil apreendeu a espingarda utilizada no crime e outros materiais no local. Apesar da morte do principal suspeito, o inquérito policial seguirá em andamento para apurar todas as circunstâncias do caso e confirmar a materialidade do crime.
Com a morte de Sháira, o estado registra 35 casos de feminicídio em 2025, número considerado alarmante pelas autoridades em comparação ao mesmo período do ano passado. O crime de feminicídio, tipificado no Código Penal como homicídio qualificado contra mulheres em contextos de violência doméstica ou menosprezo à condição feminina, tem sido alvo de campanhas de prevenção e combate por parte do poder público e organizações de defesa dos direitos das mulheres.
A violência contra a mulher pode ser denunciada por meio dos seguintes canais:
Disque 180 – Central de Atendimento à Mulher (ligação gratuita e anônima)
Disque 190 – Polícia Militar (emergências)
Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs)
Aplicativo “Direitos Humanos Brasil” (para registro de denúncias)
Organizações como o Instituto Maria da Penha e a Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher também oferecem suporte jurídico e psicológico às vítimas.