
Uma chacina brutal na divisa entre o Amapá e o Pará deixou oito mortos e um sobrevivente, em um dos crimes mais violentos já registrados na região de Laranjal do Jari (AP). Entre as vítimas, estão dois maranhenses identificados como Antônio Paulo da Silva Santos, de 61 anos, natural de Cedro (MA), e José Nilson de Moura, de 38 anos, conhecido como “Zé Doido”, natural de Lagoa da Pedra (MA).
Segundo a Polícia Civil do Amapá, o grupo de nove homens foi confundido com assaltantes de garimpo. Eles estavam negociando terras em uma área de garimpo ilegal no último domingo (3), quando foram atacados. Os corpos foram localizados dias depois, espalhados pela mata e pelo rio Jari, e duas caminhonetes usadas pelas vítimas foram incendiadas. Não há, até o momento, suspeitos presos.
O único sobrevivente foi resgatado pelo Grupo Tático Aéreo (GTA) na sexta-feira (8). A ação contou com o apoio das forças de segurança do Pará. O governador do Amapá, Clécio Luís, afirmou que mantém diálogo com Helder Barbalho, governador do Pará, para acelerar as investigações e prender os responsáveis.

Além dos dois maranhenses, a lista de mortos inclui:
Dhony Dalton Clotilde Neres (“Bofinho”), 35 anos, de Itaituba (PA) – garimpeiro legalizado em Calçoene.
Elison Pereira de Aquino (“Dinho”), 23 anos, de Laranjal do Jari (AP) – transportava combustível para garimpo, deixou esposa grávida.
Gustavo Gomes Pereira (“Gustavinho”), 30 anos, de Ourilândia do Norte (PA) – visitante, sem ligação com o garimpo, pai de bebê de 1 ano.
Janio Carvalho de Castro (“Jane”), de Bom Jesus do Tocantins (PA) – garimpeiro legalizado em Calçoene.
Luciclei Caldas Duarte (“Tripa”), 39 anos, de Laranjal do Jari (AP) – piloto da voadeira usada pelo grupo.
Paulo Felipe Galvão Dias, 30 anos, de Capitão Poço (PA).
A tragédia expõe a tensão e os riscos envolvendo áreas de garimpo na Amazônia, especialmente em regiões de difícil acesso. A polícia segue em busca de pistas para identificar os autores do crime.