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Governo avalia o fim da 'taxa das blusinhas' para reduzir o desgaste político e melhorar as relações com a China, beneficiando compras em sites como Shopee, Shein e AliExpress.

Medida, que taxava compras internacionais de até US$ 50, dividia consumidores e varejistas; possível reviravolta já impacta mercado

Kaio Silvano
Por: Kaio Silvano
15/07/2025 às 15h44 Atualizada em 15/07/2025 às 15h47
Governo avalia o fim da 'taxa das blusinhas' para reduzir o desgaste político e melhorar as relações com a China, beneficiando compras em sites como Shopee, Shein e AliExpress.

O governo federal estuda acabar com a chamada "taxa das blusinhas", imposto que incide sobre compras internacionais de até US$ 50 em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress. Segundo informações do portal Metrópoles, a decisão teria como objetivo reduzir o desgaste político causado pela medida e, ao mesmo tempo, melhorar as relações comerciais com a China, principal parceira econômica do Brasil.

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A taxação, em vigor desde agosto de 2024, estabeleceu uma alíquota de 20% de Imposto de Importação, além do ICMS (que varia de 17% a 20%, dependendo do estado). Antes da mudança, produtos nessa faixa de valor eram isentos de tributos federais, o que gerava protestos de varejistas brasileiros, que alegavam concorrência desleal.

Enquanto lojas físicas enfrentam alta carga tributária, as plataformas estrangeiras ganharam espaço no mercado brasileiro com preços mais baixos — tendência que se intensificou durante a pandemia. Com a taxação, no entanto, consumidores passaram a reclamar do aumento nos preços de roupas e acessórios importados, criando pressão contra a medida.

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Agora, a possível revogação da taxa já mexe com o mercado: ações de grandes varejistas, como Renner e C&A, caíram na Bolsa nesta segunda-feira (14/07). Segundo o Metrópoles, os papéis da Renner recuaram 3,9%, enquanto os da C&A tiveram queda de 2,21%.

A revisão da taxa também pode ser um gesto estratégico em direção à China, que tem sido alvo de altas tarifas impostas pelos EUA, sob o governo de Donald Trump. Como o Brasil busca equilibrar suas relações comerciais, a flexibilização tributária seria uma forma de aproximação com Pequim.

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Enquanto isso, compras entre US$ 50 e US$ 3 mil continuam sujeitas a 60% de Imposto de Importação, além do ICMS. Em alguns estados, como Bahia, Ceará e Minas Gerais, a alíquota estadual subiu para 20% em abril deste ano.

A decisão ainda está em análise, mas a sinalização do governo já reacende o debate entre consumidores, importadores e varejistas. Enquanto uns defendem a isenção para baratear produtos, outros argumentam que a taxação é necessária para proteger o comércio local.

O que parece certo é que, no tabuleiro da economia e da política, a "taxa das blusinhas" virou mais uma peça em jogo.

Com informações do Metrópoles

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