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Prefeito suspeito de matar policial militar a tiros em vaquejada se apresenta à polícia no Maranhão e alega legítima defesa

João Vitor Xavier alega legítima defesa, mas polícia busca arma do crime e analisa vídeos do confronto.

Kaio Silvano
Por: Kaio Silvano
07/07/2025 às 17h21 Atualizada em 07/07/2025 às 17h29
Prefeito suspeito de matar policial militar a tiros em vaquejada se apresenta à polícia no Maranhão e alega legítima defesa

O prefeito de Igarapé Grande (MA), João Vitor Xavier (PDT), apresentou-se à Polícia Civil na tarde desta segunda-feira (7) como principal suspeito pelo homicídio do policial militar Geidson Thiago da Silva. O crime ocorreu durante uma vaquejada em Trizidela do Vale (MA) na noite de domingo (6).

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De acordo com a Polícia Civil do Maranhão (PC-MA), o prefeito afirmou em depoimento ter agido em legítima defesa. No entanto, a arma utilizada no crime ainda não foi entregue às autoridades. Segundo o superintendente de Polícia Civil do Interior, Ricardo Aragão, João Vitor admitiu ter "se livrado" do objeto, mas negocia sua entrega.

"Ele disse que extraviou a arma para não ser pego com ela, mas há expectativa de que ela seja localizada. Delegados estão em contato para viabilizar a entrega", explicou Aragão em entrevista à rádio Mirante News FM.

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Câmeras captam movimentos do prefeito

Imagens de segurança obtidas pela polícia mostram um homem, identificado como o prefeito, pegando um objeto em um carro preto antes de se aproximar de um grupo de pessoas. Após uma aglomeração, ele retorna ao veículo e deixa o local.

O delegado Diego Maciel, de Pedreiras, afirmou que o policial teria sido atingido por cerca de cinco tiros, possivelmente pelas costas. Geidson Thiago, conhecido como "Dos Santos", estava de folga e chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

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Testemunhas relataram que a discussão começou após o PM pedir que o prefeito diminuísse a intensidade dos faróis de seu carro, que estariam incomodando os presentes. A situação escalou para um confronto, culminando nos disparos.

A PC-MA tem até dez dias para concluir o inquérito e decidir sobre um pedido de prisão preventiva. Por ter foro privilegiado, João Vitor será julgado por tribunais superiores, e não pela Justiça comum.

A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) emitiu nota lamentando o ocorrido e destacando a atuação das polícias Civil e Militar nas investigações. A Federação dos Municípios do Estado (FAMEM) expressou solidariedade à família do PM, mas ressaltou a "presunção de inocência" do prefeito.

A defesa de João Vitor, por meio do escritório Daniel Leite & Advogados Associados, afirmou que os fatos ainda estão em fase preliminar e que o acusado "tem vida pregressa ilibada". O prefeito prometeu colaborar com as investigações após a defesa analisar o contexto completo.

O caso segue sob apuração, com perícias técnicas e oitiva de testemunhas para determinar as circunstâncias exatas do crime.

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