
O Banco Central (BC) confirmou nesta quinta-feira (03) que a C&M Software, empresa terceirizada responsável por sistemas de intermediação financeira no Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), sofreu um ataque hacker na terça-feira (01). Segundo fontes do mercado, os desvios já ultrapassam R$ 400 milhões e podem chegar a R$ 1 bilhão – o que seria o maior crime cibernético da história do país.
A C&M Software é a operadora do sistema que conecta bancos e fintechs ao SPB, incluindo a infraestrutura crítica do PIX. Embora a empresa não tenha divulgado valores oficiais, relatórios preliminares obtidos pelo Brazil Journal indicam que o montante desviado já supera a marca de R$ 1 bilhão.
O criminoso explorou vulnerabilidades em contas de reservas bancárias, com foco no Banco Mercantil do Brasil (BMP). Ainda não há lista completa das instituições afetadas, mas cada uma registrou perdas médias de R$ 50 milhões, segundo o Valor Econômico.
A C&M Software foi desconectada do sistema do BC imediatamente após a detecção do ataque. Em nota, a empresa afirmou:
"Todos os sistemas críticos seguem íntegros, e os protocolos de segurança foram executados. Não comentaremos detalhes devido ao sigilo das investigações."
Já o BMP garantiu que nenhum cliente será impactado:
"O ataque atingiu apenas recursos da conta reserva no BC. Temos colaterais para cobrir o prejuízo sem afetar operações ou parceiros."
O Valor Econômico revelou que parte dos valores foi recuperada via Mecanismo Especial de Devolução (MED) do PIX. Entretanto, fontes do setor questionaram a falta de travas de segurança no BC:
"Como um desvio de R$ 400 milhões não acionou alertas de fraude?"
O episódio, chamado por veículos como o Metrópoles de "O Roubo do Século", levanta debates sobre a segurança cibernética no sistema financeiro brasileiro. O BC e a Polícia Federal já investigam o caso.
Fontes: Banco Central, Brazil Journal, Valor Econômico, Metrópoles, CNN Brasil.