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Veja quais postos foram interditados em Peritoró, Caxias e São Raimundo das Mangabeiras em operação contra lavagem de dinheiro do PCC.

Investigação da Polícia Civil do Piauí aponta esquema de R$ 5 bilhões que usava postos de combustível, empresas de fachada e fintechs; cinco estabelecimentos no Maranhão foram interditados.

Kaio Silvano
Por: Kaio Silvano
06/11/2025 às 11h05
Veja quais postos foram interditados em Peritoró, Caxias e São Raimundo das Mangabeiras em operação contra lavagem de dinheiro do PCC.

São Luís, MA – A Polícia Civil do Piauí cumpriu, nesta quarta-feira (5), mandados da Operação Carbono Oculto 86 nos estados do Piauí, Maranhão e Tocantins. A ação, que investiga um esquema de lavagem de cerca de R$ 5 bilhões ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), resultou na interdição de 49 postos de combustível. No Maranhão, cinco postos em três cidades foram interditados, e duas empresas maranhenses são alvo das investigações.

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De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Piauí, o grupo criminoso utilizava uma complexa estrutura que incluía empresas de fachada, fundos de investimento e fintechs para lavar dinheiro, fraudar o mercado de combustíveis e ocultar patrimônio.

A operação interditou os seguintes postos no estado:

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  • Em Peritoró:

    • Posto HD 25: BR-316, Km 420 - Povoado Livramento

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    • Posto HD 36: BR-316, Km 421 - Povoado Livramento

  • Em Caxias:

    • Posto HD 28: BR-316, Km 514 - Povoado Buriti Corrente

    • Posto Diamante 28: BR-316, Km 514 - Buriti Corrente (mesmo endereço do HD 28)

  • Em São Raimundo das Mangabeiras:

    • Posto Diamante 23: BR-230

Empresas Investigadas no MA

Duas empresas com sede no Maranhão também estão na mira dos investigadores:

  • Consorcio Rota Energia (Timon): atua em intermediação e agenciamento de serviços e negócios.

  • JOI Locações - Pedrinhas (São Luís): atua na locação de automóveis.

A investigação, conduzida pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO), revelou uma ligação direta entre empresários locais e operadores financeiros de São Paulo. O esquema teria início com a venda da "Rede HD", com dezenas de postos na região, para a holding Pima Energia Participações Ltda., criada poucos dias antes da transação.

Para dificultar a identificação dos beneficiários reais, os investigados usaram "laranjas" (intermediários), constituíram fundos de investimento e movimentaram valores por meio de fintechs. A polícia identificou mais de 70 CNPJs ligados direta ou indiretamente ao esquema.

Além da lavagem de dinheiro, a investigação aponta para a venda de combustível adulterado e a prática de fraude fiscal, com a emissão de "notas fiscais frias", que teriam causado um prejuízo de milhões de reais aos cofres públicos.

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 348 milhões em bens de 10 pessoas e 60 empresas. Entre os mandados cumpridos, estão buscas em casas de luxo e apartamentos em Teresina (PI) e em Araraquara (SP).

Diversos bens de alto valor foram apreendidos, incluindo:

  • Um Porsche avaliado em R$ 550 mil.

  • Um avião modelo Cessna Aircraft 210M, de propriedade do empresário Haran Santhiago Girão Sampaio.

Outras três aeronaves não foram localizadas e a Justiça determinou que todos os aviões sejam enviados à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para inserção de gravame, uma restrição legal que impede a venda.

Quem são os Investigados

Entre os nomes citados na operação estão:

  • Rogério Garcia Peres: gestor da Altinvest, apontado como operador financeiro do PCC.

  • Denis Alexandre Jotesso Villani: empresário paulista ligado à Rede Diamante, envolvido em 40 empresas.

  • Haran Santhiago Girão Sampaio e Danillo Coelho de Sousa: antigos donos da "Rede HD".

  • Moisés Eduardo Soares Pereira e Salatiel Soido de Araújo: identificados como "laranjas" do esquema.

A reportagem do g1 não conseguiu contato com a defesa dos investigados até a última atualização desta matéria. A Justiça determinou que os investigados não podem se comunicar entre si e estão proibidos de deixar Teresina sem autorização.

Operação Carbono Oculto 86 é considerada um desdobramento da operação deflagrada em agosto, que já era tida como a maior contra o crime organizado no Brasil, e reforça a atuação do braço financeiro do PCC na região Nordeste.

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