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Gaeco investiga Grupo Caninana por fraudes fiscais, comerciais e trabalhistas com uso de “laranjas”.

Operação do Gaeco mira o 'Grupo Caninana', suspeito de uma rede complexa que inclui contrabando, sonegação fiscal e irregularidades trabalhistas em mais de 26 empresas no MA e PA.

Kaio Silvano
Por: Kaio Silvano
10/09/2025 às 09h29
Gaeco investiga Grupo Caninana por fraudes fiscais, comerciais e trabalhistas com uso de “laranjas”.

O Ministério Público do Estado do Maranhão (MP-MA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), conduz uma investigação de grande porte contra um conglomerado empresarial acusado de integrar uma extensa rede de crimes financeiros. A operação, que mira o Grupo Caninana, investiga a movimentação de milhões de reais por meio de um conjunto de práticas ilícitas.

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De acordo com as apurações, o esquema envolve um conglomerado com mais de 26 empresas com atuação nos estados do Maranhão e Pará, em setores como comércio de pneus, venda de motocicletas, construção civil e atacado. A estratégia criminosa, segundo o Gaeco, utilizava empresas de fachada, contrabando, importações irregulares e a comercialização de produtos sem nota fiscal para obter vantagens financeiras ilegítimas e sonegar impostos em larga escala.

Esquema sofisticado com "laranjas"

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Um dos pilares do suposto esquema, e um dos focos central da investigação, é o uso de "laranjas". As investigações revelaram que pessoas físicas de baixa renda eram utilizadas para movimentar quantias vultuosas em nome do grupo, uma prática típica para ocultar a verdadeira titularidade dos recursos e lavar dinheiro.

Em um caso citado nos autos, um operador de máquinas – profissão com renda média incompatível com os valores movimentados – teria sido usado para movimentar sozinho mais de R$ 8 milhões. A prática levanta fortes suspeitas de lavagem de dinheiro, crime previsto na Lei de Crimes Organizados.

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Funcionários em situação irregular e pedido de federalização

Além dos crimes contra o sistema financeiro e a ordem tributária, o Gaeco apurou que aproximadamente 500 funcionários estavam em situação irregular, com direitos trabalhistas descumpridos, configurando também crimes contra a relação de consumo.

Diante da complexidade, abrangência interestadual e da suspeita de que a organização preenche os requisitos de crime organizado, o MP-MA formalizou um pedido para que o caso seja encaminhado à Justiça Federal. A medida é estratégica para ampliar o alcance das investigações, que pode envolver operações em outros estados e a decretação de sequestro de bens e quebra de sigulos.

A Justiça Federal deve analisar o pedido em breve e decidir os próximos passos do processo.

Fonte: Notícias de SLZ - Publicado há 1h

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