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MEC PÕE FREIO: Proíbe cursos EAD em Direito e mais 4 graduações; veja a lista completa

MEC proíbe cursos EAD em Direito, Medicina e outras 3 graduações. Medida exige 20% de aulas presenciais e acaba com diplomas 100% online. Universidades terão até 2026 para se adaptar às novas regras.

Kaio Silvano
Por: Kaio Silvano
20/05/2025 às 11h46
MEC PÕE FREIO: Proíbe cursos EAD em Direito e mais 4 graduações; veja a lista completa

O Ministério da Educação (MEC) anunciou nesta segunda-feira (20) uma nova política para o Ensino a Distância (EAD) no Brasil, com mudanças significativas na oferta de cursos online. O decreto, que visa garantir a qualidade do ensino superior, proíbe a modalidade totalmente virtual para Medicina, Direito, Odontologia, Enfermagem e Psicologia e estabelece regras mais rígidas para todas as graduações EAD.

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O que muda no EAD?

1. Fim dos cursos 100% online

Agora, nenhum curso de graduação poderá ser oferecido integralmente a distância. Os estudantes deverão cumprir pelo menos 20% da carga horária de forma presencial, que pode ser:

  • Aulas na sede da instituição ou em polos de apoio.

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  • Atividades síncronas (aulas ao vivo com interação em tempo real).

  • Práticas laboratoriais, estágios ou projetos de extensão.

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Além disso, as avaliações passam a ser obrigatoriamente presenciais.

2. Nova modalidade semipresencial

O MEC criou um modelo híbrido, que combina ensino online com atividades presenciais obrigatórias. A intenção é equilibrar flexibilidade e qualidade, garantindo que os alunos tenham acesso a experiências práticas essenciais para sua formação.

3. Estrutura mínima para polos de EAD

Os polos de apoio presencial – locais fora do campus principal onde estudantes de EAD realizam atividades – deverão oferecer:

  • Infraestrutura tecnológica adequada.

  • Laboratórios equipados (quando necessário).

  • Mediadores com limite de 70 alunos por turma em aulas síncronas.

E os alunos já matriculados?

Quem já está cursando EAD não será afetado e poderá concluir seus estudos no formato original. As novas regras valerão apenas para ingressantes a partir de 2026, já que as instituições terão dois anos para se adaptar.

Por que o MEC decidiu mudar?

O decreto surge em um momento em que o EAD superou o ensino presencial em número de matrículas no Brasil. No entanto, o MEC identificou:

  • Desempenho inferior em avaliações de cursos totalmente online.

  • Notas baixas em graduações EAD em comparação com as presenciais.

  • Preocupação com a qualidade de formações em áreas que exigem prática, como saúde e direito.

Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) afirmou que as instituições privadas veem as mudanças com bons olhos, mas analisarão o texto completo antes de tomar medidas.

Próximos passos

As universidades terão até 2026 para se adequar às novas regras. Enquanto isso, o MEC promete fiscalizar para garantir que as mudanças melhorem a qualidade do EAD sem prejudicar a acessibilidade.

O que você acha da medida?
A flexibilidade do EAD é uma grande vantagem, mas a falta de contato presencial pode prejudicar algumas formações. Será que o novo modelo vai equilibrar esses dois lados?

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