No cotidiano dos usuários de dispositivos móveis, as ligações de números desconhecidos provenientes de operadoras e empresas oportunistas se tornaram um incômodo constante. Essa prática não só interfere nas atividades diárias, mas também evidencia falhas na regulação e fiscalização das telecomunicações no país, fazendo com que muitos optem por colocar seus aparelhos em modo avião e se conectar apenas por Wi-Fi.
Todos os dias, inúmeros consumidores sofrem com ligações que interrompem suas atividades, seja no trabalho, em momentos de lazer ou até mesmo durante o descanso. Essa prática, muitas vezes desconsiderada pelos órgãos reguladores, como a Anatel, tem levado a um desgaste na relação entre os usuários e as operadoras. Os consumidores se veem forçados a adotar medidas drásticas para evitar o incômodo, como a ativação do modo avião, que desabilita as chamadas e as notificações, mantendo apenas a conexão Wi-Fi para acesso à internet.
Para escapar do fluxo constante de ligações indesejadas, a maioria dos usuários opta por manter seus celulares em modo avião quando estão conectados a redes Wi-Fi. Essa estratégia permite que o dispositivo realize suas atividades online sem ser interrompido por chamadas de números desconhecidos ou de empresas que exploram oportunidades para comercializar serviços de forma invasiva. Contudo, essa medida também revela uma falha na prestação de serviços das operadoras, que acabam comprometendo a experiência do consumidor.
Outro problema apontado pelos usuários é a prática abusiva das operadoras em relação ao gerenciamento dos números de telefone. Em casos em que o cliente esquece de manter o crédito no chip, o aparelho pode ser bloqueado, e, em seguida, o número é repassado a outra pessoa sem qualquer aviso prévio. Essa atitude gera um descontentamento generalizado e mostra uma falta de respeito com o consumidor, além de contribuir para a perda de clientes, mesmo que a própria operadora não perceba o impacto negativo de suas ações.
O cenário descrito reflete um quadro preocupante no Brasil, onde a burocracia e a ineficiência das leis acabam favorecendo os interesses das operadoras e empresas oportunistas em detrimento dos direitos dos consumidores. A sensação de desamparo e revolta é crescente, pois as medidas de fiscalização da Anatel parecem não ser suficientes para coibir tais práticas abusivas. Muitos defendem que essas ações deveriam ser proibidas e rigorosamente penalizadas para garantir um ambiente de telecomunicações mais justo e equilibrado.
Diante de um mercado que cada vez mais desrespeita o consumidor, a utilização do modo avião como forma de proteção contra ligações indesejadas se torna uma solução emergencial para muitos. No entanto, a verdadeira solução passa por uma regulamentação mais eficaz e uma atuação mais rigorosa por parte dos órgãos responsáveis, como a Anatel, para que as práticas abusivas sejam coibidas e os direitos dos usuários sejam respeitados.