Caxias registrou o primeiro caso de malária confirmado neste ano. O paciente, um homem de 20 anos, contraiu a doença enquanto vivia em uma área de garimpo na Guiana Inglesa, país situado na costa da América do Sul. Ao retornar ao Maranhão apresentando os sintomas, ele foi encaminhado à Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ) de Caxias, onde o diagnóstico foi confirmado através do teste da lâmina.
Segundo Natanael Reis, diretor da UVZ, medidas rigorosas estão sendo adotadas para evitar a transmissão da doença para mosquitos do gênero Anopheles, os principais vetores da malária. “Acompanharemos o paciente durante todo o tratamento, realizando seis testes de verificação da cura. Nosso objetivo é garantir que ele não se torne um transmissor em potencial”, destacou Natanael.
O tratamento do paciente já foi iniciado, e ele segue sob observação.
No ano passado, Caxias registrou três casos de malária. A doença, que é curável, exige diagnóstico e tratamento rápidos para evitar complicações graves. Os sintomas mais comuns incluem:
O período de incubação varia entre 7 e 28 dias, dependendo do tipo de parasita causador. O diagnóstico pode ser realizado por teste rápido, que analisa uma gota de sangue retirada da ponta do dedo. O tratamento, fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), é realizado por via oral e deve ser seguido até o fim.
A malária é uma das arboviroses mais impactantes no mundo. A conscientização sobre os cuidados preventivos e o acesso ao tratamento adequado são essenciais para o controle da doença em regiões vulneráveis como o Maranhão.