Pacientes Denunciam Uso de Medicamentos Oncológicos Vencidos no Hospital de Oncologia do Maranhão
Um escândalo envolvendo negligência no tratamento de pacientes oncológicos veio à tona no Hospital de Oncologia do Maranhão – Dr. Tarquínio Lopes Filho, em São Luís. A acusação aponta que medicamentos fora do prazo de validade teriam sido administrados a pacientes, colocando em risco suas vidas e sua saúde.
Entre os casos relatados está o de Dorinaldo Pinto Gomes, que teria recebido uma medicação vencida durante o tratamento. A unidade hospitalar é gerida pela Associação Brasileira de Entidades da Assistência Social (ABEAS), que contratou a Fundação Bahiana de Cardiologia para prestar os serviços de oncologia. Contudo, há indícios de irregularidades na contratação, uma vez que a fundação não possui registro junto aos órgãos competentes, como CRM, CRF, COREN e a Vigilância Sanitária Estadual.
Especialistas alertam que medicamentos oncológicos vencidos perdem sua eficácia e podem provocar efeitos adversos graves, agravando o estado de saúde dos pacientes. “A administração de medicamentos fora da validade é uma afronta à segurança do paciente e aos direitos humanos. Trata-se de uma violação grave das normas sanitárias”, afirmou um profissional da saúde ouvido pela reportagem.
A denúncia também expõe possíveis lacunas na supervisão e no controle interno do hospital. Documentos obtidos sugerem a ausência de auditorias regulares e a falta de treinamento adequado para os profissionais responsáveis pela aquisição e administração dos medicamentos.
A contratação da Fundação Bahiana de Cardiologia é alvo de questionamentos, especialmente por sua aparente falta de experiência prévia na área oncológica. Movimentos sociais e familiares de pacientes apontam que a situação é resultado de uma gestão negligente, cobrando explicações e providências das autoridades.
A denúncia foi encaminhada ao Ministério Público do Maranhão e às autoridades sanitárias para apuração. Entidades de defesa da saúde pública e familiares de pacientes estão organizando manifestações para exigir mais transparência e intervenção emergencial no hospital.
Até o momento, nem a direção do Hospital Dr. Tarquínio Lopes Filho, nem a ABEAS ou a Fundação Bahiana de Cardiologia emitiram um pronunciamento oficial sobre as acusações. A população aguarda esclarecimentos e medidas que possam reparar os danos causados, bem como evitar novos casos.
Este caso expõe a necessidade de maior fiscalização e responsabilidade na gestão da saúde pública, garantindo que tratamentos sejam realizados com segurança e dignidade. Mais informações serão divulgadas conforme as investigações avançarem.