Cláudio Martins de Lisboa, agora conhecido como Cláudio da ONG, é um personagem da política brasileira cuja trajetória é marcada por mudanças de nomes, partidos e domicílios eleitorais. Desde 2008, ele tenta consolidar sua carreira política, mas as derrotas e a falta de enraizamento em causas genuínas têm definido seu percurso.
Sua primeira tentativa foi em Formosa, Goiás, onde disputou uma vaga de vereador pelo PTB, com o nome de Cláudio Lisboa. Sem sucesso, migrou para a Bahia, onde em 2014 candidatou-se a deputado estadual pelo PEN, utilizando o nome estilizado de Klaudio Martins. Em 2018, tirou o “K” do nome e tentou uma vaga de deputado federal pelo PTC. Mesmo com essas mudanças, os eleitores baianos não o levaram às urnas.
Diante das seguidas derrotas, Cláudio mudou-se para o Maranhão. No município de Santa Rita, tentou ensaiar uma candidatura a vereador, mas enfrentou resistência e não encontrou apoio. No último ano, chegou a Caxias filiado ao partido Mobiliza (antigo PMN), apresentando-se como Cláudio da ONG, um nome inédito em sua trajetória política, utilizado estrategicamente para angariar votos sob a bandeira da proteção animal.
A verdade, contudo, é que Cláudio da ONG nunca demonstrou um histórico de dedicação à causa animal, mas tentou capitalizar em cima dessa bandeira, inspirado em grandes cidades onde políticos têm sido eleitos por abraçar essa pauta. Sua nomeação como secretário adjunto de Proteção Animal em Caxias gerou controvérsias, pois muitos consideram que sua atuação na área é uma fachada, marcada por ambição e oportunismo político.
Sem vínculos significativos com as cidades onde tentou atuar, nem com a causa que agora diz defender, Cláudio da ONG é visto por muitos como um personagem cuja trajetória é mais marcada por estratégias de conveniência do que por compromissos genuínos. Sua passagem por Goiás, Bahia e Maranhão levanta questionamentos sobre suas reais intenções e conexão com as comunidades que busca representar.