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Real desvaloriza 21,54% em 2024, o pior desempenho desde a pandemia, e quinto maior recuo nos últimos 24 anos

Em 2024, o Real sofreu uma desvalorização de 21,54%, o quinto maior recuo nos últimos 24 anos, impactado pela desconfiança do mercado em relação às contas públicas. A alta histórica do dólar e o pacote fiscal do governo contribuíram para a crise cambial.

Caio Silvano
Por: Caio Silvano
19/12/2024 às 09h40
Real desvaloriza 21,54% em 2024, o pior desempenho desde a pandemia, e quinto maior recuo nos últimos 24 anos

Em 2024, o Real experimentou uma desvalorização de 21,54%, figurando como o quinto pior desempenho cambial nos últimos 24 anos. O recuo da moeda brasileira neste ano representa uma das maiores quedas do período, superada apenas pelos desdobramentos de 2002 e pela crise da pandemia de 2020.

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Cenário Econômico e Desafios para o Real

A depreciação do Real não ocorre isoladamente, mas é uma resposta a uma série de fatores, sendo o principal deles a crescente desconfiança do mercado em relação à saúde fiscal do Brasil. O pacote fiscal anunciado pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva no final de 2023 não foi suficiente para tranquilizar os investidores, que continuam apreensivos quanto ao futuro das contas públicas brasileiras.

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Impacto no Câmbio e Expectativas para o Futuro

Em termos históricos, a queda de 21,54% do Real em 2024 é significativa. A maior desvalorização registrada no período recente ocorreu em 2002, quando a moeda brasileira perdeu 34,33% de seu valor. A pior queda desde então foi em 2020, durante os efeitos da pandemia de Covid-19, quando a moeda recuou 22,44%.

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Para Einar Rivero, analista da Elos Ayta, a situação fiscal continua sendo uma preocupação central. "A desconfiança do mercado em relação à trajetória das contas públicas continua afetando o câmbio. O pacote fiscal do governo, divulgado no final de 2023, não conseguiu convencer os investidores", afirmou Rivero em entrevista à CNN.

Perspectivas e Estratégias para Mitigar os Efeitos

Com a alta do dólar, as importações ficam mais caras e o Brasil enfrenta desafios no controle da inflação, especialmente no setor de produtos e serviços que dependem de insumos importados. A oscilação do câmbio também afeta os investimentos estrangeiros e o poder de compra do consumidor brasileiro.

Especialistas indicam que, para uma recuperação sustentada da moeda, é necessário um equilíbrio nas políticas fiscais e reformas estruturais que possam fortalecer a confiança do mercado. A necessidade de uma abordagem mais robusta para garantir a solidez das finanças públicas será crucial para a recuperação do Real em 2025.

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