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Dólar dispara e atinge R$ 6,31, a maior cotação da história

Dólar dispara e atinge R$ 6,31, agravando a crise econômica no Brasil com impactos na inflação e no mercado financeiro. Descubra os fatores por trás desse recorde histórico.

Caio Silvano
Por: Caio Silvano
18/12/2024 às 17h30 Atualizada em 18/12/2024 às 19h03
Dólar dispara e atinge R$ 6,31, a maior cotação da história

Nesta quarta-feira (18), o dólar apresentou uma alta expressiva de 2,82%, fechando a R$ 6,2672 e registrando a maior cotação já vista no mercado brasileiro. O movimento reflete a deterioração das expectativas do mercado em relação ao pacote de cortes de gastos proposto pelo governo federal.

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Mercado reage ao pacote de cortes de gastos

A desvalorização do real ocorreu em um cenário de incerteza, alimentado pelo pacote de medidas de ajuste fiscal enviado pelo governo ao Congresso Nacional. Na noite de terça-feira (17), a Câmara dos Deputados aprovou a proibição de ampliar benefícios tributários quando as contas públicas apresentarem resultados negativos. Além disso, foi aprovado um mecanismo de controle que limita o aumento de gastos com pessoal sempre que houver déficit primário — situação em que as despesas superam a arrecadação.

Mesmo com avanços parciais, o mercado demonstra ceticismo quanto à eficácia das propostas para conter o endividamento público. A fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em entrevista recente reforçou a percepção de que a contenção de despesas não será uma prioridade do governo, alimentando a pressão sobre o câmbio.

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Economia à beira do abismo: desafios internos e externos agravam crise

O Brasil enfrenta um cenário econômico cada vez mais preocupante, com a disparada do dólar e a queda acentuada no mercado financeiro. A combinação de incertezas fiscais, descrédito nas políticas de ajuste do governo e um ambiente global desfavorável aponta para uma trajetória desafiadora.

Expectativas para as próximas votações

Nesta quarta-feira, a Câmara deve votar outros itens cruciais do pacote, como alterações nas regras do salário mínimo e abonos salariais. Após a aprovação, as propostas seguirão para análise no Senado. Apesar do andamento legislativo, os agentes financeiros já precificam o impacto limitado dessas medidas no equilíbrio fiscal do país.

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Cenário internacional também influencia

No mercado externo, a atenção esteve voltada para a decisão do Federal Reserve (Fed), que reduziu novamente a taxa básica de juros dos Estados Unidos em 0,25 ponto percentual, estabelecendo-a entre 4,25% e 4,50% ao ano. Esse movimento, aliado ao clima de aversão ao risco, contribuiu para a valorização do dólar frente a várias moedas globais.

Ibovespa reflete o pessimismo

O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira (B3), também foi impactado pelo cenário negativo. Às 17h15, registrava uma queda de 3,01%, alcançando 120.941 pontos. No dia anterior, o índice havia subido 0,92%, encerrando a 124.698 pontos.

Dados acumulados do dólar

Com o salto desta quarta-feira, o dólar acumula os seguintes resultados:

  • Alta semanal: 3,85%;
  • Crescimento mensal: 4,44%;
  • Avanço no ano: 29,15%.

Na terça-feira (17), a moeda já havia registrado leve alta de 0,02%, sendo cotada a R$ 6,0956.

Impactos no mercado financeiro

Além do dólar em alta, o Ibovespa registrou forte queda, refletindo o pessimismo generalizado. A bolsa caiu 3,01%, com investidores fugindo de ativos de risco e buscando proteção em mercados mais estáveis. A retração sinaliza a perda de confiança na economia brasileira, agravando ainda mais o cenário de instabilidade.

O que esperar?

Sem um plano claro e efetivo de ajuste fiscal, o Brasil caminha para uma crise mais profunda. O cenário atual combina:

  • Desvalorização cambial, com o dólar em níveis recordes;
  • Inflação elevada, pressionada pelo aumento nos preços de insumos importados;
  • Desemprego crescente, devido à retração econômica.

Os próximos passos do governo serão decisivos para evitar que a economia entre em colapso. No entanto, a falta de consenso político e a instabilidade global tornam o caminho ainda mais incerto. A economia brasileira está, de fato, à beira do abismo, exigindo soluções rápidas e estruturais para reverter a crise.

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