O Maranhão lidera um preocupante ranking nacional de pobreza extrema, de acordo com a Síntese de Indicadores Sociais (SIS) divulgada pelo IBGE em 4 de dezembro. Entre as três regiões com os maiores índices de miséria no Brasil, duas estão no estado: o Litoral e a Baixada Ocidental Maranhense, onde 63,8% da população vive com renda per capita inferior a R$ 209 mensais. Apenas o Vale do Rio Purus, no Amazonas, supera esse índice, com 66,6%.
Embora o cenário local reflita desigualdades históricas, os números gerais no Brasil mostram melhora significativa. Entre 2022 e 2023, a pobreza extrema no país caiu de 5,9% para 4,4%, o menor nível desde 2012. Isso representa uma redução de 3,1 milhões de pessoas vivendo nessa condição, segundo critérios do Banco Mundial.
Apesar dos dados alarmantes, uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) sugere um avanço no Maranhão. Segundo o estudo, 919,9 mil maranhenses saíram da extrema pobreza entre 2022 e 2023, refletindo uma queda de 10,5 pontos percentuais no índice. O secretário de Desenvolvimento Social, Paulo Casé Fernandes, atribuiu o progresso às políticas públicas do governo Carlos Brandão, que têm focado no fortalecimento de programas sociais e de geração de renda.
Enquanto o Brasil avança no combate à pobreza extrema, o Maranhão continua enfrentando desafios estruturais, especialmente em áreas rurais. O contraste entre os dados do IBGE e o estudo da FGV destaca a complexidade de avaliar o impacto de políticas públicas e a necessidade de ações ainda mais direcionadas para transformar a realidade das regiões mais vulneráveis.