
Um caso que mobilizou as polícias do Maranhão e culminou em uma operação internacional chegou ao fim nesta terça-feira (7). Diody Maicon Costa, que havia desaparecido há uma semana com sua filha de pouco mais de um ano, foi localizado e apreendido na cidade de Pedro Juan Caballero, no Paraguai. A criança foi encontrada em bom estado de saúde e está sob a guarda das autoridades paraguaias, aguardando repatriação para o Brasil.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA), a localização foi resultado de um trabalho conjunto do Centro de Inteligência da SSP-MA e da Polícia Civil do estado. A operação contou com o apoio de órgãos federais e da polícia paraguai, incluindo o Centro Integrado de Segurança Pública de Foz do Iguaçu (CISPPA/FIG), a Adidância da Polícia Federal no Paraguai e a Polícia Nacional do Paraguai.
Após a decisão do Posto de Controle Migratório de Pedro Juan Caballero, a previsão é que ambos sejam deportados para o Brasil nas próximas horas e entregues à Polícia Federal.
Sumiço e as alegações do pai
O desaparecimento do pai e da filha foi registrado na última terça-feira (30). A Polícia Civil do Maranhão informou que Daniele Costa Ferreira, mãe da criança e ex-companheira de Diody, relatou que ele foi à sua casa, pegou o carro emprestado e disse que iria levar a bebê para consertar um notebook no bairro Maiobão, em Paço do Lumiar, na região metropolitana de São Luís.
Daniele afirmou à polícia que, após enviar mensagens ao longo do dia perguntando pela filha, recebeu apenas respostas esparsas. Diody Maicon não retornou com a criança ao fim do dia. A mãe também declarou que mantém uma relação conturbada com o ex-companheiro e que, ao perceber o sumiço da certidão de nascimento da filha, desconfiou que se tratava de uma fuga.
As suspeitas se confirmaram quando Daniele conseguiu contato com Diody. Ele alegou estar em outro continente com a menina. Em um vídeo divulgado em suas redes sociais, o pai apareceu ao lado da filha dormindo e fez declarações sobre a situação.
"Ela é minha filha, inclusive está aqui, acabou de almoçar, brincou um pouquinho, está no soninho da tarde dela. Eu estou em um outro continente, sou um cidadão desse país, tanto eu, quanto ela, e aqui é movido sobre as leis islâmicas. Então, se ela quiser resolver na justiça a guarda da menina, sobre as leis que eu estou, só ela vir. Brasil nunca mais", disse ele na gravação.
A alegação de estar em um país islâmico, no entanto, contrasta com a localização real na fronteira entre Paraguai e Mato Grosso do Sul. Com a apreensão, o caso segue para as esferas jurídicas competentes, e a criança deve ser reintegrada à família materna em São Luís.