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86% dos municípios do Maranhão ainda utilizam lixões, revela pesquisa do IBGE

O Maranhão é o segundo estado brasileiro com maior número de municípios que utilizam lixões, com 86,2% das cidades destinando resíduos para vazadouros a céu aberto, segundo o IBGE.

Caio Silvano
Por: Caio Silvano
29/11/2024 às 10h02 Atualizada em 29/11/2024 às 10h06
86% dos municípios do Maranhão ainda utilizam lixões, revela pesquisa do IBGE

O Maranhão ocupa a segunda posição entre os estados brasileiros com maior número de municípios que ainda destinam resíduos sólidos para lixões, conforme a Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic) 2023 – Suplemento de Saneamento, divulgada nesta quinta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Dos 217 municípios maranhenses que declararam possuir serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, impressionantes 86,2% (186) relataram destinar os rejeitos para vazadouros a céu aberto, conhecidos popularmente como lixões. O estado só fica atrás do Amazonas, onde 91,9% dos municípios ainda utilizam essa prática.

A lista dos cinco estados com maior número de municípios que utilizam lixões é completada por Roraima (85,7%), Pará (82,6%) e Ceará (80,9%). A situação é especialmente alarmante na Amazônia Legal, que concentra elevados índices de descarte inadequado de resíduos sólidos.

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Avanços ainda tímidos na coleta de resíduos especiais

Embora todos os municípios do Maranhão tenham relatado ao IBGE que possuem serviços de limpeza urbana, apenas 42,4% (92 municípios) oferecem coleta de resíduos sólidos especiais, como materiais hospitalares, industriais ou de grandes geradores, que demandam tratamento diferenciado.

Esse dado reforça a necessidade de investimentos em políticas públicas voltadas ao manejo adequado dos resíduos, evitando danos ao meio ambiente e riscos à saúde pública.

Cenário nacional e a Política Nacional de Resíduos Sólidos

Em todo o Brasil, 31,9% dos municípios ainda utilizam lixões para destinação final de resíduos, uma prática considerada inadequada e proibida pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). A legislação estipulou prazos escalonados para o encerramento dos lixões, sendo que, desde agosto de 2023, municípios com população entre 50.001 e 100.000 habitantes deveriam adotar práticas ambientalmente adequadas.

No entanto, a realidade ainda está distante do cumprimento pleno da PNRS, especialmente nos estados do Norte e Nordeste, que enfrentam desafios financeiros e estruturais para atender às exigências legais.

Contrastes regionais

Enquanto o Maranhão apresenta índices alarmantes, estados como São Paulo (3,3%), Santa Catarina (2,6%) e Rio Grande do Sul (7%) destacam-se com os menores percentuais de utilização de lixões. Esse contraste reflete as disparidades regionais no acesso a recursos e tecnologias para o manejo de resíduos sólidos.

O desafio de eliminar os lixões e implementar soluções sustentáveis exige esforços integrados entre governos, iniciativa privada e sociedade civil, além de políticas públicas que promovam educação ambiental e investimento em infraestrutura.

O alerta da pesquisa

Os dados do IBGE lançam luz sobre uma questão crítica que afeta diretamente a qualidade de vida das populações e o meio ambiente. O Maranhão, como um dos estados mais atingidos pelo problema, precisa avançar na implementação de aterros sanitários e sistemas de reciclagem, contribuindo para um futuro mais sustentável.

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