Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) através da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua revelam que, no terceiro trimestre de 2024, o Maranhão registrou uma taxa de desocupação de 7,6%, a 9ª maior do país. Esse indicador reflete o percentual de pessoas economicamente ativas que não conseguiram emprego entre julho e setembro deste ano.
O estado também se destacou negativamente pelo alto índice de desalento, com 9,5%, ocupando a segunda posição no ranking nacional, atrás apenas de Alagoas (9,7%). Essa taxa mede a proporção de pessoas que desistiram de procurar emprego por falta de perspectivas no mercado de trabalho.
Com apenas 52,6% dos trabalhadores do setor privado empregados formalmente, o Maranhão ocupa a penúltima posição entre os estados brasileiros no quesito carteira assinada. O índice está bem abaixo da média nacional de 73,1% e supera apenas o Piauí (49,2%).
A taxa de informalidade no estado também é alarmante, chegando a 55,6%, a segunda maior do Brasil, atrás apenas do Pará (56,9%). Este dado inclui trabalhadores sem carteira assinada, autônomos sem registro no CNPJ e trabalhadores auxiliares familiares.
O Maranhão registrou ainda um elevado percentual de trabalhadores por conta própria, com 30,7% da população ocupada nesta condição. Esse número reflete o cenário de escassez de empregos formais e a busca por alternativas econômicas.
Realizada pelo IBGE, a PNAD Contínua é uma pesquisa abrangente que coleta dados sobre o mercado de trabalho em mais de 3,5 mil municípios de todo o Brasil. No terceiro trimestre de 2024, foram entrevistados moradores de 211 mil domicílios. A próxima divulgação, referente ao quarto trimestre de 2024, está prevista para 14 de fevereiro de 2025.