A cidade de Afonso Cunha, localizada a 296 km da capital São Luís, no Maranhão, enfrentou mais um episódio crítico de chuvas intensas nesta terça-feira (18). O temporal, que durou mais de 10 horas, resultou em inundações generalizadas, causando prejuízos materiais e revivendo traumas de enchentes anteriores. O transbordamento do Riacho São Gonçalo, que corta a área urbana do município, foi o principal responsável pelo cenário de caos.
Os bairros mais atingidos foram Centro, Trizidela, Fátima, Para Sempre e Campo Velho. Apenas áreas mais elevadas da cidade escaparam da água que invadiu ruas, praças e residências. Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram a dimensão dos estragos: comércios fechados, móveis e eletrodomésticos danificados, e moradores ilhados dentro de suas próprias casas. Um vídeo gravado por uma moradora da Rua Francisco Machado, no centro da cidade, viralizou ao retratar a destruição causada pela enchente.
Diante do cenário crítico, a Prefeitura de Afonso Cunha anunciou a criação de um gabinete de crise emergencial para coordenar as ações de socorro e assistência à população. O prefeito Pedro Medeiros (PL) atribuiu o agravamento das enchentes ao desmatamento causado pelo avanço do plantio de soja na região. Segundo ele, a redução da cobertura vegetal diminuiu a capacidade do solo de absorver a água, intensificando os impactos das chuvas.
A situação não é nova para Afonso Cunha. Em 2023, o município já havia decretado estado de emergência devido a chuvas intensas, e o Ministério Público chegou a interditar uma escola municipal por conta de danos estruturais causados pelas inundações. A repetição desses eventos climáticos extremos evidencia a vulnerabilidade da cidade e a necessidade de medidas preventivas mais eficazes.
Enquanto isso, a população local segue em alerta, temendo que as chuvas persistam e agravem ainda mais a situação. O episódio serve como um alerta para a urgência de políticas públicas que mitiguem os efeitos das mudanças climáticas e promovam a resiliência de cidades como Afonso Cunha, que estão cada vez mais expostas a eventos extremos.
A tragédia em Afonso Cunha, a 296 km de São Luís, não é apenas um problema local, mas um reflexo de desafios globais que exigem planejamento, investimento e conscientização para proteger vidas e patrimônios. Enq