Suposto araponga da Abin, Mauro liga para secretários de Flávio Dino para detalhar importação de respiradores

Um suposto espião da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), subordinado ao ministro general Augusto Heleno e que se indentifica como Mauro tem feito ligações para secretários do governo Flávio Dino (PCdoB), no Maranhão, em busca de detalhes sobre a compra de 107 respiradores feitos diretamente na China.

Segundo a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, o araponga da Abin solicitou aos secretários mais detalhes sobre como havia sido feita a importação. Contatado pela Folha, Mauro teria confirmado ser espião da Abin, mas que não daria informações.




Nesta segunda-feira (20), Jair Bolsonaro mandou a Receita Federal investigar a importação dos aparelhos feita por Flávio Dino, que traçou uma logística, envolvendo 30 pessoas, para evitar que o lote fosse desviado ou vendido aos Estados Unidos ou confiscado pelo governo federal – como já havia acontecido outras vezes.

 

A Receita afirma em nota que a remoção dos respiradores foi “realizada sem o prévio licenciamento da Anvisa e sem autorização da Inspetoria Receita Federal em São Luís, órgão legalmente responsável por fiscalizar a importação das mercadorias”. Por isso, prossegue a nota “a Infraero registrou boletim de ocorrência na quarta-feira (15)”.


Dino usou o Twitter na tarde desta segunda-feira (20) para rebater a investida de Jair Bolsonaro.


“Maranhão não praticou nenhuma ilegalidade na compra de respiradores. Mercadorias são legais, existem, estão salvando vidas. A Receita pode abrir o procedimento que quiser e atenderemos às suas exigências. Só não aceitamos ameaças nem perseguições sem sentido”, escreveu o governador.

 

 

 

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