A Polícia Civil do Maranhão realizou nesta quarta-feira (13) uma operação em Timon para cumprir seis mandados de busca e apreensão contra investigados no homicídio do agiota Antônio de Pádua, ocorrido em 2023 no município de Matões. Entre os alvos está o vereador Luís Carlos da Silva Sá, conhecido como Kaká do Frigo Sá (AGIR), apontado como mandante do crime. O parlamentar, reeleito com 1.471 votos, segue foragido da Justiça.
Segundo a investigação, Kaká do Frigo Sá teria contratado pistoleiros do Pará, incluindo um policial militar conhecido como Agenorzinho, e o fazendeiro Carlos Cigano, já condenado a 74 anos de prisão, para executar o crime. Durante a ação, quatro suspeitos foram presos, e o filho do vereador foi detido em flagrante por posse ilegal de arma de fogo, sendo liberado após pagamento de fiança.
O delegado George Marques, titular da Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), afirmou que há elementos robustos apontando a participação do vereador no assassinato. “A vítima já estava sendo ameaçada por ele e pelo irmão. O inquérito ainda está em andamento, mas existem provas suficientes que indicam Kaká do Frigo como mandante”, declarou.
Entre os presos está o fazendeiro Carlos Cigano, condenado pelo Tribunal de Justiça do Tocantins como mandante de uma chacina em Nova Araguaína que vitimou quatro pessoas. O irmão do vereador também é apontado como um dos mandantes, enquanto os demais detidos, Agenorzinho e Francinaldo, foram identificados como executores do crime.
A Polícia Civil segue à procura do vereador Kaká do Frigo Sá. As imagens da operação e mais detalhes serão divulgados no Bandeira 2 da TV Difusora. O caso reforça a atuação das autoridades na investigação de homicídios envolvendo políticos e destaca a importância de mandados de prisão e buscas como ferramenta para combater crimes encomendados.