Política Pedro do Rosário
Prefeito do Maranhão diz em ofício que não pode pagar acordo com servidores por causa do tarifaço de Trump.
O prefeito de Pedro do Rosário justifica atraso no pagamento retroativo aos servidores com o tarifaço dos EUA, alegando impacto nas finanças municipais. Especialistas consideram a desculpa precipitada, já que o compromisso era previsto.
08/08/2025 08h24
Por: Kaio Silvano

O prefeito de Pedro do Rosário, Toca Serra, usou uma justificativa inusitada para não cumprir o acordo firmado com os servidores da educação municipal sobre o pagamento retroativo das promoções e progressões. Segundo o gestor, o motivo seria o aumento das tarifas comerciais impostas pelo governo dos Estados Unidos, que passaram a vigorar no dia 6 de agosto, afetando os produtores brasileiros.

Toca Serra havia garantido que o pagamento do retroativo seria incluído na folha de julho, mas não realizou o pagamento. Em ofício enviado ao sindicato da categoria, o prefeito alegou que a situação financeira do município pode ser prejudicada pela política tarifária americana, que impôs uma taxa de 50% sobre os produtos brasileiros exportados para os EUA. Ele ainda destacou a possibilidade de redução nos repasses federais para os municípios e, por precaução, decidiu adiar o pagamento até que o cenário internacional se estabilize.

Apesar da preocupação do prefeito com as finanças municipais, especialistas apontam que o impacto direto do tarifaço no Maranhão será pequeno. A médio prazo, caso a situação não se normalize, pode haver alguma redução nos repasses estaduais e municipais devido à menor arrecadação federal. Contudo, a justificativa para adiar o pagamento, baseada em uma possível queda futura na receita, é considerada precipitada, já que o compromisso havia sido assumido previamente.

A postura mais sensata seria cumprir o acordo firmado com os servidores agora e, somente se houver de fato uma queda significativa na arrecadação, avaliar medidas para ajuste financeiro posteriormente.