São Luís, MA – A influenciadora digital Andressa Taíná Sousa foi presa preventivamente na tarde desta sexta-feira (1°) em São Luís, acusada de chefiar um grupo criminoso envolvido em jogos ilegais, lavagem de dinheiro e elaboração de uma suposta "lista de execução" contra autoridades e jornalistas. A prisão foi realizada pela Polícia Civil do Maranhão, em desdobramento da Operação Dinheiro Sujo, deflagrada na última quarta-feira (30).
De acordo com a Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC), Taíná é apontada como líder de uma organização que atuava na promoção de plataformas de apostas ilegais, com destaque para o "Jogo do Tigrinho". A investigação descobriu que a influenciadora teria elaborado uma lista com nomes de pessoas marcadas para morrer, incluindo:
Delegado Pedro Adão (responsável por operações contra jogos ilegais);
Deputado estadual Yglésio Moyses (autor da lei que proíbe a divulgação desses jogos no Maranhão);
Jornalista Domingos Costa (que denunciou atividades criminosas ligadas à suspeita).
As ameaças foram identificadas em mensagens trocadas via celular, apreendido durante a operação. Segundo a polícia, os alvos foram escolhidos por combaterem atividades ilegais que afetavam a lucratividade do grupo.
A Operação Dinheiro Sujo investiga crimes financeiros e ameaças ligadas a jogos de azar no estado. Com a análise das provas digitais, a Justiça deferiu o pedido de prisão preventiva contra Taíná, que foi levada ao sistema penitenciário e permanece à disposição da Justiça.
A polícia avalia que a suspeita usou sua influência digital para recrutar membros e proteger esquemas ilegais, articulando desde fraudes até possíveis homicídios contra quem ameaçava suas operações.
O que diz a defesa?
Até o momento, não há informações sobre um posicionamento formal da defesa de Taíná Sousa.
O caso segue sob investigação, e novas medidas podem ser tomadas para desarticular completamente a organização criminosa.