O prefeito de Igarapé Grande, João Vitor Xavier (PDT), confessou à Polícia Civil ter sido o autor dos disparos que mataram o policial militar Geidson Thiago da Silva dos Santos, 35 anos, durante uma discussão na 35ª Vaquejada Parque Maratá, em Trizidela do Vale, no último domingo (6).
Em depoimento à Delegacia Regional de Presidente Dutra, Xavier alegou legítima defesa e foi liberado após prestar esclarecimentos. O delegado titular, César Ferro, explicou que, como o prefeito compareceu espontaneamente e não estava em flagrante, não houve fundamento legal para sua prisão imediata.
De acordo com o relato de João Vitor Xavier, o conflito começou após uma discussão envolvendo o farol alto do veículo em que ele estava. O PM Geidson teria dito: “Baixa a porra desse farol”. O prefeito afirmou que o policial o empurrou e sacou uma pistola, momento em que ele reagiu, sacando um revólver calibre 38 e efetuando os disparos.
Xavier também declarou que não havia consumido bebida alcoólica, enquanto o policial estaria “visivelmente embriagado”. A Polícia Civil não confirmou essa informação, mas o corpo pericial deverá incluir exames toxicológicos no inquérito.
O caso segue em investigação, e a polícia deve colher mais depoimentos, analisar imagens do local e laudos periciais. A decisão sobre a aceitação da tese de legítima defesa caberá ao Ministério Público e à Justiça.
A morte do PM Geidson mobilizou colegas de corporação, que acompanham o desdobramento do caso. Enquanto isso, o prefeito retornou às suas atividades em Igarapé Grande, cidade com pouco mais de 15 mil habitantes no interior do Maranhão.
A reportagem tentou contato com familiares do policial e assessoria do prefeito, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.