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Implante contraceptivo que custa mais de R$ 4 mil na rede privada e dura 3 anos chega ao SUS
SUS oferecerá Implanon gratuitamente para 500 mil mulheres em 2024. O contraceptivo, que dura três anos e tem alta eficácia, será distribuído no segundo semestre pelo sistema público. A medida visa ampliar o acesso a métodos contraceptivos de longa duração.
04/07/2025 15h20
Por: Kaio Silvano

O Ministério da Saúde confirmou, nesta quinta-feira (3), que o Implanon — um dos contraceptivos mais eficazes do mercado — será disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ainda neste ano. A expectativa é que até 500 mil mulheres tenham acesso ao método até o fim de 2025.

Atualmente, o implante hormonal pode custar até R$ 4 mil na rede privada, mas, a partir do segundo semestre, será distribuído sem custos pelo SUS. O Implanon é considerado o método contraceptivo mais eficaz disponível, com taxa de proteção superior a 99%. Além disso, uma de suas principais vantagens é a longa duração: o implante age por três anos sem necessidade de troca ou intervenções adicionais.

Nos próximos dias, o Ministério da Saúde publicará uma portaria oficializando a incorporação do Implanon no SUS. Após a publicação, os serviços de saúde terão 180 dias para se preparar e começar a ofertar o método. A implementação será feita de forma gradual, priorizando regiões com maior demanda e menor acesso a contraceptivos de longa duração.

Diferente de pílulas ou injeções, que exigem uso contínuo e podem falhar devido a esquecimentos, o Implanon é um bastão flexível inserido sob a pele do braço, liberando hormônios gradualmente. Sua eficácia não é afetada por outros medicamentos ou vômitos, por exemplo, o que o torna uma opção segura e prática.

A inclusão do método no SUS representa um avanço na política de saúde pública, especialmente para mulheres em situação de vulnerabilidade, que muitas vezes não têm condições de arcar com métodos contraceptivos de alto custo.

O Ministério da Saúde deve divulgar em breve mais detalhes sobre o cronograma de distribuição e os critérios para acesso. Enquanto isso, estados e municípios já começam a se organizar para receber os insumos e capacitar profissionais para a aplicação do implante.

Com essa medida, o Brasil dá um passo importante na garantia dos direitos reprodutivos das mulheres, oferecendo mais autonomia e opções seguras para o planejamento familiar.

Assim que a portaria for publicada, a oferta do Implanon no SUS começará a ser estruturada. Mulheres interessadas devem acompanhar as informações em suas unidades de saúde locais.