Um grupo de empresários responsável por organizar a partida entre Flamengo e Botafogo-PB no estádio Castelão, em São Luís, ainda não quitou uma dívida de R$ 587.354,00 com o clube carioca. O jogo, originalmente programado para João Pessoa, foi transferido para a capital maranhense após o Botafogo-PB vender o mando de campo em busca de maior rentabilidade.
Pelo acordo firmado, os organizadores do evento deveriam arcar com todos os custos da delegação rubro-negra, incluindo transporte, hospedagem e alimentação. No entanto, o Flamengo precisou adiantar R$ 887 mil para cobrir as despesas e recebeu apenas R$ 300 mil de reembolso, deixando um saldo significativo em aberto.
Apesar do débito pendente, o mesmo grupo de empresários está tentando negociar a realização de outro jogo do Flamengo em São Luís – desta vez, contra o Santos, pelo Campeonato Brasileiro. A situação gera preocupação no clube carioca, que pode reforçar as exigências contratuais para evitar novos prejuízos.
Enquanto a dívida não é regularizada, a possibilidade de novos eventos envolvendo esses organizadores no Maranhão pode enfrentar resistência por parte do Flamengo. O clube não se pronunciou oficialmente sobre as tratativas para o duelo contra o Santos, mas a pendência financeira deve influenciar na decisão final.
O caso também levanta discussões sobre a segurança jurídica e financeira na organização de partidas com mandos de campo negociados, prática comum no futebol brasileiro.