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PEC pode permitir que prefeitos eleitos em 2024 governem até 2029 com novo mandato de 5 anos
Uma proposta no Congresso pode permitir que prefeitos que vencerem a reeleição em 2024 disputem um novo mandato em 2028, com duração de seis anos. A medida faz parte da PEC 12/2022, que prevê o fim da reeleição e a unificação das eleições. Se aprovada, a mudança pode estender mandatos por até 14 anos consecutivos.
03/07/2025 14h07 Atualizada há 8 meses
Por: Kaio Silvano
Marcos Oliveira/Agência Senado

Uma proposta em tramitação no Congresso Nacional pode mudar as regras para a reeleição de prefeitos em todo o país, incluindo o Maranhão. A emenda do senador Ciro Nogueira (Progressistas-PI) à PEC nº 12/2022, que prevê o fim da reeleição, inclui uma transição que permitiria a gestores eleitos em 2020 e reeleitos em 2024 concorrerem novamente em 2028, com um último mandato de seis anos.

Se aprovada, a medida possibilitaria que prefeitos permanecessem no cargo, caso sejam eleitos três vezes seguidas. No Maranhão, um dos possíveis beneficiados seria o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (Podemos), que assumiu em 2021 e busca a reeleição em outubro deste ano. Se vencer e a PEC for aprovada, ele poderá tentar um novo mandato em 2028, ficando à frente da capital até 2034.

Como funcionaria a mudança?

A proposta estabelece:

O senador Ciro Nogueira defende que a medida busca "encerrar o ciclo de reeleições no país" e unificar o calendário eleitoral.
"Temos uma decisão de encerrar o ciclo de reeleições. Há uma proposta de unificar essas eleições, garantindo a oportunidade de todos os candidatos disputarem pela última vez. Precisamos debater esse tema", afirmou.

Prefeitos maranhenses que vencerem a reeleição em 2024 poderiam ser impactados. A proposta ainda depende de aprovação no Congresso e pode gerar polêmica entre grupos que defendem a alternância de poder na política.

A PEC 12/2022 segue em análise e, se aprovada, deve alterar as regras eleitorais já para as disputas de 2028. Enquanto isso, a possibilidade de mandatos prolongados divide opiniões entre juristas e políticos.