Em um movimento político controverso, o governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), exonerou a deputada federal e ex-governadora Roseana Sarney (MDB) do cargo de secretária de Estado Extraordinária de Assuntos Legislativos. Roseana permaneceu na função por apenas 12 dias. No seu lugar, retorna o ex-deputado Raimundo Cutrim.
A nomeação relâmpago de Roseana foi interpretada por muitos como uma manobra política para viabilizar a ascensão do suplente Hildo Rocha à Câmara dos Deputados. Com isso, Rocha pode participar da votação para a presidência da Casa, onde manifestou apoio ao deputado Hugo Motta.
A decisão de Brandão gerou forte repercussão, sendo criticada por não representar os interesses da população, mas sim de grupos políticos que priorizam articulações internas em detrimento das demandas do povo maranhense. Muitos questionam a legitimidade desse tipo de estratégia, que se distancia do compromisso com políticas públicas efetivas e transparentes.
Outro ponto que chamou atenção foi o silêncio de Flávio Dino, aliado de Brandão e atualmente ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Dino, que construiu sua carreira política com um discurso de combate a práticas tradicionais da política maranhense, não se manifestou sobre a nomeação e exoneração rápida de Roseana, o que levantou dúvidas sobre sua posição em relação às recentes movimentações políticas no estado.
A exoneração de Roseana Sarney reforça a percepção de que os cargos públicos continuam sendo utilizados como moeda de troca política, sem compromisso real com a melhoria das condições de vida da população. O episódio, longe de ser um caso isolado, evidencia a persistência de velhas práticas na política maranhense, deixando muitos eleitores desapontados com a falta de transparência e responsabilidade na administração do estado.