Teerã / Jerusalém / Washington — Em uma escalada significativa das tensões no Oriente Médio, Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã na manhã deste sábado (28), gerando uma crise internacional com informações desencontradas sobre a situação do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei.
Fontes israelenses afirmam que Khamenei teria sido morto nos bombardeios, mas autoridades iranianas negam veementemente a informação e garantem que o líder está vivo.
Um alto funcionário israelense, que falou sob condição de anonimato à agência Reuters, declarou que o líder supremo do Irã foi morto nos ataques conjuntos realizados na madrugada. A informação, no entanto, não foi confirmada oficialmente pelo governo israelense.
Mais cedo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que "há muitos sinais" de que Khamenei "não está mais entre nós", embora tenha evitado fazer uma afirmação categórica sobre a morte do líder iraniano.
Do lado iraniano, as autoridades saíram a público para desmentir os relatos. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, afirmou à ABC News que tanto o presidente quanto o líder supremo estão "sãos e salvos".
Em entrevista à NBC, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, declarou: "Pelo que sei, o líder supremo aiatolá Seyyed Ali Khamenei está vivo".
Os ataques ocorrem em meio ao aumento da tensão entre o governo do presidente norte-americano Donald Trump e o regime dos aiatolás, principalmente em relação ao programa nuclear iraniano.
As negociações sobre o acordo nuclear têm sido um ponto crítico nas relações entre os dois países, com os EUA pressionando por maiores restrições ao programa iraniano e o Irã resistindo às demandas ocidentais.
A comunidade internacional acompanha com apreensão os desdobramentos da ação militar. Até o momento, não há confirmação independente sobre a situação de Khamenei, e a falta de informações precisas aumenta a tensão na região.
Analistas internacionais alertam que a confirmação da morte do líder supremo poderia mergulhar o Oriente Médio em um conflito de proporções imprevisíveis, dada a influência do Irã em diversos países da região.
As autoridades iranianas não divulgaram imagens ou provas da presença de Khamenei desde os ataques, o que alimenta especulações e versões contraditórias sobre o real impacto dos bombardeios.
A reportagem continua em atualização à medida que novas informações sejam confirmadas por fontes oficiais.