Polícia Maranhão
Operação da SEIC prende mais três PMs suspeitos de participação em sequestro e extorsão em São Luís.
Investigações apontam envolvimento de agentes de segurança pública em esquema criminoso que exigiu R$ 100 mil para libertar vítima.
20/02/2026 10h15
Por: Liane Castro

Mais três policiais militares foram presos nesta quinta-feira (19) em São Luís, suspeitos de integrar um grupo criminoso especializado em sequestros mediante extorsão. As prisões fazem parte de um desdobramento da mesma investigação que, em janeiro deste ano, já havia levado à detenção de outros agentes de segurança pública. Um quarto suspeito também foi capturado durante a ação.

A operação foi conduzida pelo Departamento de Operações Táticas da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC), que aprofundou as investigações após a prisão dos primeiros envolvidos. Segundo a Polícia Civil, todos os detidos nesta quinta estão relacionados ao mesmo caso investigado no mês passado.

O crime

As apurações tiveram início após familiares de uma vítima procurarem a delegacia para relatar o desaparecimento de um parente e a exigência de dinheiro para a libertação. De acordo com a polícia, a vítima foi abordada em um lava-jato localizado no bairro do Turu, em São Luís, por criminosos que se apresentaram como agentes da lei e exibiram um falso mandado de prisão.

Após ser mantida em cárcere privado, os suspeitos exigiram o pagamento de R$ 100 mil para libertá-la. O valor foi pago pelos familiares, e a vítima foi solta em seguida.

Com o avanço das investigações, a polícia identificou a participação de agentes de segurança pública no esquema. No dia 22 de janeiro, um policial militar da ativa e um policial civil aposentado já haviam sido presos por envolvimento no crime.

Investigações em andamento

Agora, com as novas prisões, a SEIC busca aprofundar a análise da atuação do grupo e identificar possíveis outros integrantes. A Polícia Civil informou, por meio de nota, que as diligências continuam e que novas prisões não estão descartadas.

“Trata-se de um caso grave, que envolve agentes públicos que deveriam proteger a sociedade e que, supostamente, utilizaram o conhecimento e a posição para cometer crimes”, destacou um dos responsáveis pela investigação.

Os presos desta quinta-feira foram encaminhados ao sistema prisional e permanecem à disposição da Justiça. A identidade dos novos detidos não foi divulgada para não prejudicar o andamento das investigações.

Relembre o caso

Em janeiro, a prisão de um policial militar da ativa e de um policial civil aposentado já havia chamado atenção para a gravidade do esquema. Na ocasião, a polícia revelou que o grupo agia com requintes de sofisticação, simulando ações legais para enganar as vítimas e extorquir valores elevados.

A SEIC reforça que qualquer informação sobre o caso pode ser repassada de forma anônima por meio dos canais oficiais da corporação, contribuindo para o avanço das investigações e a prisão de todos os envolvidos.